Política

STF transforma 8 de janeiro em marco histórico e relembra tentativa de golpe que chocou o país

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal realiza evento em Brasília para lembrar os três anos da invasão das sedes dos Três Poderes por apoiadores de Bolsonaro  |   BNews RN - Divulgação Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 02/01/2026, às 13h15



O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza no próximo dia 8 de janeiro, em Brasília, um evento para marcar os três anos dos atos golpistas que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. A iniciativa relembra os episódios protagonizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que pediam a instalação de um golpe militar.

Intitulada “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, a programação reúne exposição, exibição de documentário, roda de conversa com jornalistas e uma mesa-redonda, todas com foco na defesa do Estado Democrático de Direito e na preservação da memória institucional.

A abertura das atividades ocorre no início da tarde, com a inauguração da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, instalada no Espaço do Servidor do STF, reunindo registros do processo de recuperação das sedes vandalizadas.

Exposição, documentário e debate no Supremo

Na sequência, o público poderá acompanhar a exibição do documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, no Museu do STF, que retrata os impactos da invasão e os esforços para restaurar os prédios e símbolos da República.

Ainda no museu, está prevista uma roda de conversa com profissionais da imprensa, que irão debater o papel do jornalismo na cobertura dos atos golpistas e na defesa da democracia em momentos de crise institucional.

A programação será encerrada com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo, reunindo autoridades e convidados para uma reflexão sobre os desdobramentos políticos e jurídicos do 8 de janeiro.

Fachin relembra articulação golpista

Ao recordar os dois anos dos ataques, no início de 2025, o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, afirmou que a invasão representou apenas a “face visível” de um movimento mais amplo e silencioso que buscava romper a ordem democrática.

Segundo Fachin, relembrar o episódio é necessário para que o país siga em frente sem apagar a gravidade dos fatos. Para ele, manter viva a memória do 8 de janeiro é um compromisso com a história e com a democracia brasileira.

Os atos golpistas tiveram início logo após o resultado das eleições de 30 de outubro de 2022, quando grupos inconformados com a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva passaram a pedir intervenção militar.

Da radicalização à tentativa de golpe

A escalada incluiu bloqueios de rodovias federais, acampamentos em frente a quartéis em diversas cidades do país e episódios de violência em Brasília, como a tentativa de explosão de uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional da capital, na véspera do Natal.

Também marcaram esse período a invasão de uma delegacia da PF e a queima de ônibus no dia da diplomação de Lula, episódios que ampliaram a tensão política às vésperas da posse presidencial.

Após investigações, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

Segundo a decisão, Bolsonaro articulou uma conspiração contra o resultado eleitoral e tentou convencer comandantes das Forças Armadas a aderirem a um plano para anular as eleições e se manter no poder.

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