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Sem comida outra vez: crise em hospital na capital potiguar deixa servidores e acompanhantes à beira do colapso

Segundo informações do hospital, aproximadamente 300 pessoas, entre trabalhadores e acompanhantes de pacientes, devem ficar sem alimentação  |  Ainda de acordo com o Sindsaúde, essa falta de alimentação no Hospital Santa Catarina não é um episódio isolado - Reprodução/Sindsaúde

Publicado em 22/12/2025, às 16h12   Ainda de acordo com o Sindsaúde, essa falta de alimentação no Hospital Santa Catarina não é um episódio isolado - Reprodução/Sindsaúde   José Nilton Jr.

Mais uma vez, os servidores e acompanhantes do Hospital Santa Catarina estão sem alimentação. Segundo uma denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde), o setor de Nutrição da unidade hospitalar teria comunicado na última semana que o fornecimento de refeições acabou sendo comprometido por causa problemas de abastecimento. 

De acordo com informações do hospital, aproximadamente 300 pessoas, entre trabalhadores e acompanhantes de pacientes, devem ficar sem alimentação nesta segunda-feira (22), repetindo um cenário que já se tornou frequente no hospital.

A rotina da fome dentro do hospital

Segundo o Sindsaúde, alguns relatos sobre a situação indicam que acompanhantes passaram o último final de semana sem se alimentar por falta de condições financeiras para comprar comida fora da unidade hospitalar. A situação é ainda pior especialmente para quem acompanha pacientes internados por longos períodos.

Problema antigo, solução inexistente

Ainda de acordo com o Sindsaúde, essa falta de alimentação no Hospital Santa Catarina não é um episódio isolado. O impasse se repete ao longo do tempo, sem que o Governo do Estado ou a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) apresentem uma solução definitiva para o abastecimento das refeições.

O tema, de acordo com o sindicato, é recorrente nas reuniões da Mesa SUS. Apesar das cobranças, nenhuma medida concreta foi implementada até o momento, o que mantém servidores e acompanhantes em constante insegurança.

Cobrança por resposta imediata

Levando em consideração que o problema já aconteceu outras vezes, o Sindsaúde/RN reforça a cobrança por alternativas emergenciais. Uma das propostas já apresentadas foi a concessão de vale-alimentação aos servidores em situações de desabastecimento, mas o debate não avançou.

"O Sindsaúde/RN, portanto, exige da governadora Fátima Bezerra (PT), uma solução imediata ou um protocolo padrão para todas as vezes que a situação se repetir, os servidores e acompanhantes não fiquem sem se alimentar. É inadmissível que esses profissionais passem o plantão com fome", relatou o sindicato por meio de uma nota. 

Classificação Indicativa: Livre


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