Cidades
Publicado em 17/12/2025, às 12h00 Malu Machado
Cerca de doze leitos infantis permanecem bloqueados no Hospital Santa Catarina, comprometendo gravemente a assistência neonatal no Rio Grande do Norte, conforme denúncia do Sindsaúde/RN. A situação já havia sido alertada em novembro, mas os leitos continuam fechados sem previsão de reabertura.
Os leitos são destinados ao método canguru, essencial para a transição segura de recém-nascidos da UTI Infantil para a enfermaria, e sua falta impacta diretamente na disponibilidade de vagas na UTIN, forçando a transferência precoce de bebês para a enfermaria, aumentando os riscos à saúde.
O Sindsaúde/RN exige que o Governo do Estado priorize a saúde da população e cumpra os prazos das obras, ressaltando a urgência de garantir cuidados adequados para crianças e mães, em resposta ao descaso com um serviço essencial.
Cerca de doze leitos infantis continuam bloqueados em razão de uma obra no Hospital Santa Catarina, comprometendo de maneira grave a assistência neonatal no Rio Grande do Norte. Em novembro, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN) já havia denunciado o problema e a precarização do serviço.
Segundo informações apuradas nesta última terça-feira (16), pela direção do Sindsaúde/RN, os leitos afetados são destinados ao método canguru, um setor intermediário fundamental entre a UTI Infantil e a enfermaria comum.
O método funciona como uma etapa de transição, onde os recém-nascidos que evoluem clinicamente continuam recebendo cuidados especializados até que estejam em condições seguras para serem transferidos para a enfermaria.
Esses leitos integram a Política de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido do Ministério da Saúde e são essenciais para garantir acolhimento, vínculo familiar e segurança nos cuidados neonatais.
No início de novembro, o Sindsaúde/RN já havia denunciado essa situação à imprensa estadual, alertando para os prejuízos causados pelo fechamento prolongado dos leitos.
Na época, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) informou que a obra seria concluída até o fim de novembro. No entanto, mais de 15 dias após o prazo anunciado pela própria pasta, os leitos continuam fechados, sem qualquer previsão oficial de reabertura, evidenciando o descaso com um serviço essencial à saúde infantil.
A manutenção dos leitos bloqueados impacta diretamente na disponibilidade de vagas na UTIN (UTI Infantil), forçando a retirada precoce de recém-nascidos que apresentam melhora clínica apenas para liberar leitos de UTI.
Os bebês acabam sendo transferidos diretamente para a enfermaria, sem passar pela etapa intermediária adequada, ficando mais expostos a riscos de contaminação e ao agravamento dos quadros de saúde.
Em publicação, o Sindsaúde/RN "exige que o Governo do Estado respeite a saúde da população, é urgente que o Governo do RN fiscalize e cumpra os prazos das obras, colocando a saúde da população como prioridade absoluta, especialmente quando se trata da vida, da segurança e do cuidado com crianças e mães."
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