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Moraes volta atrás e barra visita de assessor de Trump a Bolsonaro; entenda o motivo

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Ministro Alexandre de Moraes reformou autorização anterior para visita de assessor do governo dos EUA ao ex-presidente Jair Bolsonaro  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 12/03/2026, às 20h16



O ministro Alexandre de Moraes do STF proibiu a visita de um assessor do governo dos EUA ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reformulando uma autorização anterior para o encontro no sistema penitenciário do DF, o que gera implicações sobre a diplomacia e a segurança interna do Brasil.

A decisão foi fundamentada na falta de uma agenda diplomática oficial que justificasse a visita, uma vez que o visto do assessor Darren Beattie foi concedido apenas para um evento específico em São Paulo.

Moraes destacou que permitir a visita poderia representar uma irregularidade e potencialmente levar à reavaliação do visto do assessor, enquanto o governo brasileiro expressou preocupações sobre possíveis ingerências externas em assuntos internos.

Resumo gerado por IA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (12) proibir a visita de um assessor do governo dos Estados Unidos ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão reformou uma autorização concedida anteriormente para que o encontro ocorresse no sistema penitenciário do Distrito Federal.

O pedido de visita havia sido apresentado pela defesa de Bolsonaro para que o assessor do governo norte-americano Darren Beattie pudesse se reunir com o ex-presidente no próximo dia 18 de março. No entanto, após solicitar informações ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Moraes reconsiderou a decisão e suspendeu o encontro.

Segundo as informações encaminhadas ao STF, não havia qualquer agenda diplomática oficial que justificasse a visita do assessor ao ex-presidente. O visto concedido ao representante do governo norte-americano foi autorizado exclusivamente para participação em um evento específico no país.

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Decisão foi baseada em questionamentos sobre o visto

De acordo com a decisão do ministro, o visto diplomático de Beattie foi solicitado com base em sua participação no Fórum Brasil–EUA de Minerais Críticos, evento previsto para ocorrer em São Paulo. O magistrado destacou que não houve comunicação prévia às autoridades brasileiras sobre qualquer intenção de visitar Bolsonaro.

Na avaliação de Moraes, permitir o encontro fora do contexto diplomático que justificou a entrada do assessor no Brasil poderia representar uma irregularidade. O ministro afirmou ainda que a realização da visita poderia, inclusive, motivar uma reavaliação do visto concedido ao representante do governo norte-americano.

Beattie atua no Departamento de Estado dos Estados Unidos como assessor para temas relacionados ao Brasil e está abaixo do secretário de Estado Marco Rubio. Ele também já ocupou funções no governo do presidente Donald Trump durante o primeiro mandato do republicano.

O episódio também gerou preocupação dentro do governo brasileiro. O chanceler Mauro Vieira afirmou que a visita poderia representar risco de ingerência externa em assuntos internos do país, caso fosse realizada sem vínculo com compromissos diplomáticos formais.

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