Política
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou sua candidatura ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026, decisão que foi discutida com o presidente Lula e o vice Alckmin, e que pode resultar em sua saída do ministério até março para focar na campanha.
Tebet, que tem uma forte ligação política com São Paulo, recebeu incentivo de Lula para considerar a candidatura, refletindo sobre sua trajetória e a expectativa familiar antes de tomar a decisão.
A ministra, que já ocupou cargos importantes como senadora e vice-governadora, deve definir sua filiação partidária entre o MDB e o PSB, enquanto se prepara para a disputa eleitoral.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou nesta quinta-feira (12) que pretende disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A confirmação foi feita durante participação no Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande.
Segundo a ministra, a decisão foi tomada após meses de conversas e reflexões sobre o cenário político nacional. Tebet afirmou que deve deixar o comando do Ministério do Planejamento até o fim de março para se dedicar à articulação política e à preparação para a disputa eleitoral.
A ministra também afirmou que o tema foi tratado previamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Apesar disso, ela ainda não confirmou se permanecerá no Movimento Democrático Brasileiro (MDB) ou se poderá migrar para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda à qual Alckmin é filiado.
Decisão política e trajetória
Durante a conversa com jornalistas, Tebet destacou que sua relação política com São Paulo pesou na decisão de disputar uma vaga no Senado pelo estado. A ministra lembrou que parte significativa de sua projeção política ocorreu no território paulista, inclusive durante sua trajetória acadêmica.
Ela também revelou que recebeu incentivo direto do presidente Lula para considerar a candidatura. Segundo Tebet, o pedido foi feito inicialmente em uma conversa informal durante viagem ao Panamá, no fim de janeiro, e reforçado posteriormente em fevereiro.
Antes de confirmar a decisão, a ministra disse que conversou com familiares, especialmente com sua mãe, que tinha expectativa de que ela permanecesse mais próxima da família. Após essa conversa, Tebet afirmou ter decidido aceitar o que chamou de “missão política”.
Leia também:
- Deputada Erika Hilton move ação milionária contra Ratinho e SBT após falas transfóbicas na TV
Carreira política
Natural de Três Lagoas, Simone Tebet é filha do ex-governador e ex-senador Ramez Tebet. Filha de uma tradicional família política de Mato Grosso do Sul, ela iniciou sua trajetória pública na década de 1990, após filiar-se ao MDB.
Ao longo da carreira, Tebet foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas por dois mandatos e vice-governadora de Mato Grosso do Sul. Em 2014, foi eleita senadora pelo estado, cargo no qual ganhou projeção nacional ao presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 2019, tornando-se a primeira mulher a ocupar a função.
Em 2022, concorreu à Presidência da República e terminou a disputa em terceiro lugar, com cerca de 4,9 milhões de votos. No segundo turno, declarou apoio a Lula e passou a integrar a equipe de transição do governo eleito.
No fim daquele ano, foi anunciada como ministra do Planejamento, cargo que ocupa desde o início do atual governo.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top