Política

Banco Master: STF entra em alerta e convoca reunião para tratar de relatório da PF que cita Dias Toffoli

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A reunião contará com a participação de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, de forma presencial ou por videoconferência  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Sintrajufe
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 12/02/2026, às 15h45



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, convocou para esta quinta-feira (12) uma reunião com todos os integrantes da Corte para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que menciona o ministro Dias Toffoli no âmbito da investigação envolvendo o caso Banco Master.

O encontro contará com a participação de todos os ministros, de forma presencial ou por videoconferência. Durante a reunião, Fachin apresentará o conteúdo do relatório encaminhado pela PF e também a manifestação enviada por Dias Toffoli em resposta às informações levantadas pela investigação.

Além da reunião interna, o presidente do STF já encaminhou o material à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá analisar os elementos e emitir parecer sobre o caso.

Mensagens extraídas de celular de banqueiro

O relatório da Polícia Federal inclui dados obtidos a partir da perícia no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As mensagens analisadas fazem referência a políticos desde 2022 e, segundo investigadores, o volume de informações foi comparado às delações de executivos da Odebrecht durante a Operação Lava Jato.

Entre os conteúdos periciados, há mensagens que citam diretamente o ministro Dias Toffoli. De acordo com informações obtidas pela CNN, o banqueiro teria mencionado um suposto pagamento no valor de R$ 20 milhões a uma empresa ligada ao ministro.

A investigação busca esclarecer se esses valores teriam sido repassados por meio de uma empresa parceira de um fundo associado ao Banco Master no Tayayá Resort, empreendimento frequentado por Toffoli e que, no passado, pertenceu a seus irmãos, embora atualmente não esteja mais em nome da família.

Questionamentos sobre a relatoria do caso

A atuação de Dias Toffoli na condução da investigação tem sido alvo de questionamentos desde que ele assumiu a relatoria do processo no Supremo. Um dos episódios citados ocorreu quando o ministro viajou para a final da Libertadores, no Peru, em um jato que também transportava um dos advogados que atuam na defesa do Banco Master.

Neste ano de 2026, Toffoli determinou que os materiais apreendidos pela Polícia Federal fossem lacrados e enviados diretamente ao STF, procedimento considerado incomum, já que normalmente as provas permanecem sob custódia da própria PF. A decisão provocou reações internas na corporação.

Posteriormente, o ministro autorizou o acesso da Polícia Federal ao material, mas condicionou a análise à presença de agentes indicados por ele próprio, o que voltou a gerar críticas.

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