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Caso Master avança e inclui Nubank em processo que apura uso do FGC; entenda

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No processo, consta que o Nubank disponibilizou CDBs do Banco Master em sua plataforma digital, mesmo sem ter participado da gestão do banco  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/Nubank
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 28/01/2026, às 13h25



O Caso Master teve novos desdobramentos com a inclusão do Nubank, da XP Investimentos e do BTG Pactual Digital em um processo jurídico que apura o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como estratégia comercial na oferta de Certificados de Depósito Bancário emitidos pelo Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.

A ação judicial analisa se houve publicidade enganosa ao apresentar o FGC como principal elemento de segurança desses investimentos, o que poderia ter levado clientes a acreditar que se tratavam de aplicações de baixo risco. O ponto central da investigação é a forma como os produtos foram divulgados ao público.

No processo, consta que o Nubank disponibilizou CDBs do Banco Master em sua plataforma digital, mesmo sem ter participado da gestão ou da liquidação da instituição financeira, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.

Questionamentos sobre publicidade e risco

De acordo com os autos do processo, o destaque dado ao Fundo Garantidor de Créditos na divulgação dos produtos é considerado sensível, já que pode induzir investidores a minimizar os riscos envolvidos. A discussão jurídica gira em torno da responsabilidade das plataformas que intermediaram ou ofertaram esses títulos.

O Banco Master, que teve sua liquidação determinada pelo Banco Central (BC), é apontado como o emissor dos CDBs questionados. A investigação busca esclarecer se houve prática comercial capaz de distorcer a real percepção de risco dos investidores.

Nesse contexto, a atuação das instituições que disponibilizaram os produtos passou a ser analisada, ainda que elas não tenham tido participação direta na administração do banco emissor.

Nubank se defende e nega vínculos

Em resposta, o Nubank afirmou que não possui qualquer vínculo societário com o Banco Master. A fintech informou que a oferta de novos CDBs da instituição foi encerrada ainda em 2024, antes da decretação da liquidação.

Em comunicado, o banco digital destacou que todas as suas operações seguem rigorosamente as normas regulatórias vigentes e reforçou que não teve envolvimento na gestão ou no processo de liquidação do Banco Master.

Por sua vez, o BTG Pactual Digital informou que não irá se manifestar sobre o processo judicial. Já a XP Investimentos não se pronunciou até o momento. 

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