Política

URGENTE: PF pede suspeição de Toffoli após encontrar mensagens no celular de Vorcaro

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Pedido da Polícia Federal se baseia em mensagens de empresário que mencionam o ministro Dias Toffoli em investigações sobre o caso do Banco Master  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 11/02/2026, às 21h14



A Polícia Federal pediu ao STF a declaração de suspeição do ministro Dias Toffoli na investigação do Banco Master, com base em mensagens do empresário Daniel Vorcaro que mencionam o magistrado. O pedido pode impactar a continuidade das investigações e a credibilidade do processo judicial.

Toffoli, que já se manifestou contra a suspeição, argumenta que a PF não tem legitimidade para fazer tal solicitação, uma vez que não é parte no processo. Além disso, a Procuradoria-Geral da República já havia rejeitado um pedido semelhante, afirmando que o caso está sob apuração regular no Supremo.

Apesar das controvérsias, Toffoli continua a relatar o inquérito e defende sua imparcialidade, enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, abriu prazo para que o ministro se manifeste sobre o requerimento da PF. A situação atual gera incertezas sobre a validade das decisões já tomadas no caso.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a declaração de suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. O pedido tem como base mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, nas quais há menções ao magistrado.

Fachin já determinou a intimação de Toffoli para que se manifeste sobre o requerimento. A informação sobre o conteúdo apreendido foi divulgada inicialmente pelo portal UOL.

Nos bastidores, Toffoli tem afirmado a interlocutores que não vê motivos para se afastar da condução do inquérito. Em nota, o gabinete do ministro declarou que o pedido da Polícia Federal é baseado em “ilações” e sustentou que a corporação não possui legitimidade jurídica para formular esse tipo de solicitação.

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Debate jurídico no STF

De acordo com a manifestação do gabinete, a PF não é parte no processo e, portanto, não poderia requerer a suspeição, conforme prevê o artigo 145 do Código de Processo Civil. A resposta formal será encaminhada por Toffoli ao presidente da Corte.

Um pedido semelhante já havia sido apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas o procurador-geral, Paulo Gonet, decidiu não dar andamento à solicitação. Ele argumentou que o caso já está sob apuração no Supremo, com atuação regular da PGR, e que não havia providências adicionais a serem adotadas.

No STF, ministros avaliam que a iniciativa para requerer suspeição caberia exclusivamente à PGR. Ainda assim, Fachin optou por seguir o rito processual e abrir prazo para manifestação do relator.

Toffoli enfrenta questionamentos sobre sua atuação no caso, especialmente após a imposição de sigilo às investigações e episódios que geraram repercussão pública. Entre eles, viagem em aeronave privada com advogado ligado ao processo e informações sobre negócios que associam familiares do ministro a um fundo de investimentos relacionado ao Banco Master.

A suspeição, prevista na legislação, refere-se a hipóteses de natureza subjetiva, como amizade íntima ou interesse indireto na causa. Caso o ministro se declarasse suspeito ou fosse afastado, todas as decisões tomadas até o momento poderiam ser anuladas, o que implicaria a reinicialização da investigação.

Enquanto o impasse jurídico se desenrola, Toffoli mantém a condução do inquérito e sustenta que sua imparcialidade não está comprometida.

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