Política

Caso Banco Master avança após PF quebrar criptografia de celular; veja todas as atualizações da investigação

Reprodução/Esfera Brasil
Os dados recuperados estão sendo minuciosamente analisados para identificar possíveis irregularidades e negociações envolvendo a investigação do Banco Master  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Esfera Brasil
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 09/02/2026, às 11h47



A Polícia Federal quebrou a criptografia do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, permitindo a recuperação de mensagens e fotos apagadas, o que pode impactar a investigação em curso sobre possíveis irregularidades na instituição financeira.

O aparelho, um iPhone 17 Pro Max, apresentava camadas avançadas de proteção, exigindo semanas de trabalho técnico para decifrar os códigos de segurança, com os dados recuperados sendo minuciosamente analisados para identificar informações relevantes.

Após a análise, que deve ser concluída em uma ou duas semanas após o Carnaval, os dados significativos serão enviados ao STF e à PGR para avaliação, visando fortalecer as investigações sobre a atuação de Vorcaro e o Banco Master.

Resumo gerado por IA

Em mais um desdobramento da investigação que envolve o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a Polícia Federal conseguiu quebrar a criptografia do celular, que agora está  no processo de recuperação de mensagens e fotos que foram apagadas pelo investigado. 

A informação foi confirmada por fontes da corporação, ao âncora da CNN Gustavo Uribe, que relatam o uso de um software especial adquirido recentemente para realizar o procedimento.

O processo de decodificação

A decodificação tem sido particularmente complexa devido ao modelo de última geração do aparelho, um iPhone 17 Pro Max, que possui sistemas avançados de proteção de dados. 

Segundo investigadores, o celular de Vorcaro contava com uma camada extra de criptografia, o que causou semanas de trabalho técnico especializado para a quebra dos códigos de segurança.

Os dados já recuperados estão sendo analisados minuciosamente por especialistas da Polícia Federal, em um processo que eles chamam de "peneiramento". 

A ação é para identificar conversas e registros que possam ter relevância para a investigação, especialmente aqueles que indiquem possíveis negociações envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília), ou tentativas de interferência para impedir ou postergar a liquidação da instituição financeira.

Solicitação da defesa do investigado
Segundo a defesa de Daniel Vorcaro o procedimento e preocupante e por isso foi solicitado que informações pessoais e dados sem relação direta com a investigação sejam descartados. 

Destino dos dados analisados

Após a conclusão da análise, prevista para ocorrer em uma ou duas semanas após o Carnaval, os dados relevantes devem ser encaminhados ao STF (Supremo Tribunal Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da República), onde passarão por nova avaliação para determinar o que poderá ser utilizado como prova no processo.

Embora o celular de Vorcaro contenha conversas com diversas autoridades, o foco da investigação é encontrar elementos que fortaleçam as linhas investigativas sobre a atuação do Banco Master e possíveis irregularidades, segundo investigadores

A Polícia Federal procura evidências de que Daniel Vorcaro tenha atuado para impedir a liquidação de sua instituição financeira ou para postergar essa medida.

Caso Master e Nubank

No último desdobramento a inclusão do Nubank, da XP Investimentos e do BTG Pactual Digital em um processo jurídico deixou os clientes em alerta. A inclusão do banco digital apura o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como estratégia comercial na oferta de Certificados de Depósito Bancário emitidos pelo Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.

A ação judicial analisa se houve publicidade enganosa ao apresentar o FGC como principal elemento de segurança desses investimentos, o que poderia ter levado clientes a acreditar que se tratavam de aplicações de baixo risco. O ponto central da investigação é a forma como os produtos foram divulgados ao público.

No processo, consta que o Nubank disponibilizou CDBs do Banco Master em sua plataforma digital, mesmo sem ter participado da gestão ou da liquidação da instituição financeira, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.

Classificação Indicativa: Livre

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