Política
Publicado em 24/11/2025, às 14h18 © Lula Marques/ Agência Brasil Giovana Gurgel
O ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, formalizou nesta segunda-feira, 24, sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda à qual era ligado desde 2013. A decisão foi comunicada em carta entregue ao presidente nacional do partido, Edinho Silva, em Brasília.
Em nota, Prates afirmou que deixa o PT por perceber uma “redução progressiva de espaço político”, embora declare gratidão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, pelas oportunidades de ocupar o Senado e a presidência da Petrobras.
“Não levo mágoas, levo gratidão e consciência tranquila”, disse.
Prates assumiu a presidência da Petrobras no início do governo Lula, em 2023, mas foi demitido em 2024 após conflitos com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A ruptura interna marcou o desgaste entre ele e o núcleo político da gestão federal.
Na carta, ele afirmou que continuará no campo progressista e deverá integrar “uma legenda com tradição equivalente de luta por justiça social, dignidade e soberania nacional”. O nome do novo partido não foi revelado.
O ex-senador agradeceu aliados e lideranças do PT que acompanharam sua trajetória, entre eles Fernando Haddad, Aloizio Mercadante, Henrique Fontana, José Dirceu e Edinho Silva.
Ele também destacou sua atuação como líder da oposição no Senado durante o governo Bolsonaro, período em que defendeu estatais, o patrimônio público e políticas relacionadas à transição energética.
Prates relembrou projetos considerados estruturantes durante seu mandato, como o Marco Legal das Ferrovias, iniciativas para estabilização dos preços dos combustíveis e propostas pioneiras relacionadas a energia eólica offshore, hidrogênio, economia circular do plástico, captura e armazenamento de carbono, biogás e mobilidade urbana.