Política

Janja responde chanceler alemão que criticou Belém e COP30; veja o que disse a primeira-dama

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A primeira-dama Janja da Silva classifica como infeliz a declaração do chanceler alemão sobre a COP30 em Belém  |   BNews RN - Divulgação © Antônio Cruz/Agência Brasil
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 18/11/2025, às 15h06



A primeira-dama Janja da Silva classificou como “infeliz” a fala do chanceler alemão Friedrich Merz, que afirmou que ele e jornalistas do seu país ficaram “felizes” ao deixar Belém após a COP30. Para Janja, o comentário revela desconhecimento sobre a proposta de levar o evento para a Amazônia.

Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira, 18, ela afirmou que Merz “não viveu a COP”, já que entrou em uma sala com ar-condicionado sem experienciar o território amazônico.

“A proposta de realizar a COP na Amazônia foi exatamente para as pessoas vivenciarem o que é o território. Foi infeliz a fala dele, mal colocada”, disse.

Repercussão internacional e defesa do brasil

Enquanto Merz criticava Belém, o ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Carsten Schneider, publicou mensagem elogiando o país. Sem citar o colega, afirmou que o Brasil é “maravilhoso” e que os brasileiros são “acolhedores e bons anfitriões”.

Lamentou ainda não poder permanecer mais tempo após a conferência, dizendo que gostaria de pescar com amigos da Amazônia.

Reações no cenário político brasileiro

A fala do chanceler provocou reações imediatas entre autoridades brasileiras. O prefeito de Belém, Igor Normando, classificou o comentário como preconceituoso e afirmou que visitantes têm se mostrado encantados pela cidade.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, elevou o tom ao criticar Merz e usou expressões mais duras ao se referir a ele, como "nazista" e "filhote de Hitler".

Paes chama chanceler alemão de 'filhote de Hitler' e 'nazista', mas apaga  post em seguidaReprodução/X

As declarações do chanceler foram feitas em evento da Confederação de Comércio alemã, em Berlim, quando questionou jornalistas que o acompanhavam no Brasil sobre quem gostaria de permanecer no país. Segundo ele, “ninguém levantou a mão”.

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