Política

Deputado dispara contra gestão hídrica e comemora endurecimento da Lei Antifacção

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O parlamentar acredita que a aprovação da Lei Antifacção reflete a pressão da sociedade pelo combate ao terrorismo e crime organizado  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Assessoria ALRN
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 24/11/2025, às 14h32



O deputado José Dias (PL) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta quarta-feira (19), para celebrar a aprovação da Lei Antifacção na Câmara Federal, classificando o resultado como uma derrota para o governo. No discurso, ele também reforçou críticas à condução das obras hídricas no estado.

Dias abriu sua fala manifestando apoio ao pronunciamento anterior do deputado Gustavo Carvalho (PL), que havia contestado as declarações do deputado Francisco do PT sobre o setor hídrico. Para José Dias, a postura da esquerda se fundamenta em uma estratégia que ele considera baseada em distorções e manipulações.

O parlamentar afirmou ainda que, na sua avaliação, esse tipo de debate reflete um método político que tenta influenciar a opinião pública por meio de “mentiras absolutas”.

Lei Antifacção e impacto político

Após as críticas, José Dias voltou-se para a votação da Lei Antifacção, aprovada na noite anterior na Câmara dos Deputados. Ele comemorou o placar de 346 votos favoráveis e apenas 40 contrários, destacando que o governo federal teria atuado para tentar barrar o projeto.

Segundo o deputado, a aprovação representou uma resposta direta da sociedade, que, em sua visão, pressionou os parlamentares diante do apoio popular ao combate ao terrorismo e ao crime organizado.

Dias afirmou também que as mudanças feitas no relatório ao longo das discussões foram parte natural do processo legislativo e citou sua própria experiência como relator de projetos na Casa.

Penas mais duras e expectativa no Senado

O parlamentar destacou a rigidez do texto aprovado, que prevê penas de até 66 anos para chefes de facções ou grupos classificados como terroristas, além da obrigatoriedade de cumprimento de 70% da pena em regime fechado.

Ele ressaltou ainda que os líderes apontados pela lei deverão ser encaminhados automaticamente para presídios federais.

José Dias demonstrou confiança de que o Senado repetirá o resultado obtido na Câmara e defendeu que o Presidente da República não deve vetar a proposta diante do que descreveu como forte respaldo da opinião pública.

Encerrando sua fala, o deputado conclamou vigilância permanente e defendeu que o enfrentamento ao crime e à desinformação seja tratado como prioridade na vida pública brasileira.

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