Política
Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor e membro do Conselhão, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes bancárias que podem ultrapassar R$ 500 milhões, afetando bancos públicos e privados.
A operação revela que uma organização criminosa utilizava empresas de fachada e cooptava funcionários de instituições financeiras para realizar golpes e lavagem de dinheiro.
Além de Rubini, o CEO do Grupo Fictor também foi investigado, com a PF cumprindo mandados e bloqueando bens para interromper o fluxo financeiro da organização, enquanto a investigação continua sem conclusão sobre responsabilidades criminais.
O empresário Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como “Conselhão”, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (25), que investiga um novo esquema de fraudes bancárias milionárias.
Rubini teve mandado de busca e apreensão cumprido no âmbito da operação, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes contra instituições financeiras e movimentar valores superiores a R$ 500 milhões. Entre os alvos das fraudes estão bancos públicos e privados.
O empresário integra o colegiado consultivo ligado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde agosto de 2025, com mandato previsto até 2027. O grupo reúne representantes de diversos setores para discutir políticas públicas.
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De acordo com apuração da Folha de S.Paulo, o empresário mantém proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que teria atuado como consultor do Grupo Fictor em 2024, segundo relatos de pessoas ligadas à empresa.
Ainda conforme esses relatos, o filho do presidente teria participado de estratégias de aproximação institucional do grupo com o governo. A relação, segundo fontes, também teria coincidido com a indicação de Rubini ao Conselhão — versão negada oficialmente pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.
A defesa de Lulinha confirmou que ele conhece Rubini, mas negou qualquer vínculo profissional com a Fictor ou interferência em indicações para cargos públicos. Segundo o advogado, o empresário não teve participação em articulações junto ao governo.
A investigação da Polícia Federal aponta que o grupo utilizava empresas de fachada e cooptação de funcionários de instituições financeiras para obtenção de crédito fraudulento, além de práticas de lavagem de dinheiro.
Além de Rubini, o atual CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, também foi alvo da operação. A PF cumpriu dezenas de mandados em diferentes estados e determinou o bloqueio de bens e ativos para tentar interromper o fluxo financeiro da organização.
O caso segue sob investigação, e ainda não há conclusão sobre eventual responsabilidade criminal dos citados.
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