O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo federal pretende agir para impedir que a alta dos combustíveis atinja diretamente os caminhoneiros, diante da pressão crescente da categoria e da ameaça de paralisação registrada nesta semana.
Segundo ele, a gestão federal já mobiliza órgãos de fiscalização para investigar possíveis aumentos considerados abusivos no preço do diesel em todo o país.
A declaração ocorre em meio à escalada do valor do combustível, que alcançou média de R$ 7,17 por litro na segunda semana de março, intensificando a insatisfação no setor de transporte.
Pressão internacional e fiscalização
De acordo com o presidente, fatores externos têm influenciado diretamente o preço dos combustíveis no Brasil. Ele citou o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã como elementos que impactam o mercado global de petróleo.
Para conter distorções, o governo acionou instituições como a Polícia Federal, a Receita Federal e os Procons, que atuam na apuração de irregularidades na formação de preços.
A medida busca identificar práticas abusivas e evitar repasses indevidos ao consumidor final, especialmente no diesel, principal insumo do transporte rodoviário.
Medidas e cobrança aos estados
O governo federal também anunciou ações para tentar frear a alta, como a isenção de tributos federais sobre o diesel, incluindo PIS e Cofins, além da edição de uma Medida Provisória que prevê subvenção a produtores e importadores.
Outra frente destacada por Lula é a necessidade de redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados e apontado como um dos fatores que elevam o preço final dos combustíveis.
A Advocacia-Geral da União ainda avalia recorrer à Justiça contra práticas consideradas abusivas no setor, reforçando a estratégia do governo para conter os preços e reduzir impactos na economia.