Polícia
por José Nilton Jr.
Publicado em 27/01/2026, às 13h13
Pelo menos seis cidades do Rio Grande do Norte passaram a ser investigadas pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde estadual. A apuração ganhou força nesta terça-feira (27), quando a PF deflagrou uma operação que resultou no cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios potiguares.
Na lista das prefeituras investigadas aparecem: Mossoró, Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha. Entre os investigados está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Ele negou qualquer irregularidade em sua atuação.
Além do prefeito de Mossoró, também foram alvos dos mandados o vice-prefeito do município, Marcos Medeiros (PSD), o prefeito de São Miguel, Leandro do Rêgo Lima (União), o prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP), além de secretários municipais de José da Penha. A residência do irmão do prefeito de São Miguel também foi alvo das buscas.
As diligências foram realizadas nas cidades de Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha, abrangendo tanto residências quanto endereços ligados a empresas investigadas.
De acordo com a Polícia Federal, o foco da investigação é a apuração de possíveis irregularidades em contratos para fornecimento de insumos destinados ao sistema público de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que mantinham contratos com municípios de vários estados.
A operação tem como base auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificaram falhas na execução contratual. Entre os indícios levantados estão compras de materiais que não teriam sido entregues, fornecimento incompleto de insumos e preços considerados superfaturados.
De acordo com a PF, os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas, conforme o avanço das apurações.
Em Mossoró, a defesa do prefeito Allyson Bezerra afirmou que a investigação apura contratos firmados por diferentes entes públicos e não se confunde com atos pessoais do gestor. Em nota, a defesa destacou que a autorização judicial ocorreu ainda na fase investigativa, sem qualquer juízo de culpa, e ressaltou que medidas de transparência foram adotadas pela gestão municipal desde 2023.
Já a Prefeitura de José da Penha classificou a investigação como um procedimento normal diante de inconsistências contratuais e confirmou que manteve contratos com a empresa investigada entre 2023 e 2025, assegurando que todas as contratações ocorreram dentro da legalidade.
O prefeito de São Miguel, Leandro do Rêgo Lima, declarou que recebeu equipes da PF e da CGU para colaborar com as investigações e afirmou que os contratos analisados foram firmados durante a gestão anterior, não tendo relação com sua administração atual.
Em Paraú, o prefeito Júnior Evaristo também negou irregularidades e afirmou que a empresa investigada foi contratada seguindo rigorosamente a legislação. Segundo ele, nenhuma apreensão foi realizada em sua residência, e toda a documentação será encaminhada aos órgãos de controle.
A Prefeitura de Serra do Mel informou que não houve buscas em órgãos municipais e que os serviços públicos não foram afetados, reiterando compromisso com a transparência. Já a Prefeitura de Tibau não se manifestou até a última atualização da reportagem.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top