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URGENTE: Defesa de Allyson se pronuncia após operação da PF na casa do prefeito

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Advogados de defesa afirmam que não há vínculo do prefeito com esquema investigado pela PF em contratos de medicamentos  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 27/01/2026, às 09h06



A Operação Mederi, realizada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, investiga um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações relacionadas a contratos de fornecimento de medicamentos, com foco em prefeituras do Rio Grande do Norte.

Os advogados do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, afirmam que não há evidências que o vinculem pessoalmente à investigação e destacam que ele não foi afastado de suas funções, mantendo sua colaboração com as autoridades.

Como parte de suas medidas de transparência, Bezerra editou um decreto em dezembro de 2023 que institui o uso obrigatório de um sistema de gestão de medicamentos, enquanto a Polícia Federal continua a análise do material apreendido para determinar os próximos passos da investigação.

Resumo gerado por IA

A nova fase da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), ganhou um novo elemento nesta terça-feira (27): a nota oficial divulgada pelos advogados de defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

Após a confirmação de que a PF esteve na residência do gestor municipal durante o cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão, a defesa veio a público sustentar que não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito ao suposto esquema investigado, que envolve contratos de fornecimento de medicamentos para redes públicas de saúde.

A operação apura indícios de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e falhas graves na execução contratual envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que firmaram contratos com prefeituras de vários estados.

O que diz a defesa do prefeito

Na nota assinada pelos advogados Caio Vitor R. Barbosa e Fabrízio Feliciado, a defesa afirma que o mandado foi cumprido dentro de uma fase investigativa e que a medida não representa qualquer juízo de culpa.

A nota destaca:

“Pelo que já se teve acesso, não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito Allyson Bezerra, tendo a medida sido deferida com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas.”

Os advogados também reforçam que:

“O prefeito Allyson Bezerra não foi afastado de suas funções e não sofreu qualquer medida pessoal restritiva.”

Investigação envolve contratos entre municípios e empresas de medicamentos

A defesa esclarece que o objeto central da investigação não é a atuação pessoal do prefeito, mas sim contratos firmados entre municípios potiguares e empresas fornecedoras de medicamentos.

“A apuração conduzida pelas autoridades federais tem como objeto central contratos firmados entre municípios do Rio Grande do Norte e empresas de medicamentos, envolvendo fatos ocorridos em diferentes entes municipais, e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró.”

Esse ponto é relevante porque a Operação Mederi tem como base auditorias da CGU que identificaram indícios como:

- Compra de materiais que não teriam sido entregues;
- Fornecimento de insumos inadequados;
- Sobrepreço nos produtos adquiridos;
- Fragilidades na comprovação documental das entregas;
- Falhas em processos licitatórios.

Defesa diz que prefeito colaborou integralmente com a PF

Outro trecho da nota enfatiza a postura adotada durante o cumprimento do mandado:

“Desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas, em respeito às instituições e à legalidade.”

Segundo os advogados, a postura do gestor demonstra confiança de que a investigação técnica poderá comprovar a regularidade de sua conduta.

Decreto editado em 2023 é usado como argumento de transparência

Um dos pontos centrais da nota é a lembrança de uma medida adotada ainda em dezembro de 2023 pela Prefeitura de Mossoró.

“Como medida preventiva e de fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência, ainda em dezembro de 2023, o prefeito Allyson Bezerra editou o Decreto nº 6.994/2023, que tornou obrigatória a utilização do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica – Hórus.”

O decreto determina:

- Uso obrigatório do sistema Hórus para controle de estoque de medicamentos;
- Registro oficial da dispensação de insumos farmacêuticos;
- Fiscalização direta da Controladoria Geral do Município sobre o sistema;
- Monitoramento permanente da assistência farmacêutica municipal.

A defesa sustenta que essa medida demonstra uma preocupação prévia com controle, rastreabilidade e transparência na gestão de medicamentos.

Prefeito segue no cargo e exercendo as funções

A nota finaliza reforçando a confiança nas instituições e na presunção de inocência:

“A defesa reafirma a confiança no trabalho das autoridades, nas garantias constitucionais, na preservação da presunção de inocência.”

E conclui:

“O prefeito Allyson Bezerra segue exercendo normalmente suas funções, com foco na gestão pública, na transparência administrativa e no interesse da população de Mossoró.”

Contexto da Operação Mederi

A Operação Mederi já cumpriu dezenas de mandados no Rio Grande do Norte e investiga empresas fornecedoras de medicamentos que atuaram junto a administrações municipais de vários estados.

A Polícia Federal ainda não divulgou o valor estimado do prejuízo aos cofres públicos nem detalhou oficialmente todos os alvos da investigação. A análise do material apreendido deve indicar os próximos passos, que podem incluir novos desdobramentos.


Lei a nota enviada pela defesa do prefeito de Mossoró:

NOTA À IMPRENSA - DEFESA DO PREFEITO ALLYSON BEZERRA

A defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, vem a público esclarecer que, na data de hoje, foi cumprido mandado judicial de busca e apreensão no âmbito de investigação.

A apuração conduzida pelas autoridades federais tem como objeto central contratos firmados entre municípios do Rio Grande do Norte e empresas de medicamentos, envolvendo fatos ocorridos em diferentes entes municipais, e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró.

Pelo que já se teve acesso, não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito Allyson Bezerra, tendo a medida sido deferida com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas.

O cumprimento da medida cautelar decorre de decisão judicial proferida em fase investigativa, sem qualquer juízo de culpa, sendo importante destacar que o prefeito Allyson Bezerra não foi afastado de suas funções e não sofreu qualquer medida pessoal restritiva.

Desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas, em respeito às instituições e à legalidade, convicto de que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a correção de sua conduta.

Como medida preventiva e de fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência, ainda em dezembro de 2023, o prefeito Allyson Bezerra editou o Decreto nº 6.994/2023, que tornou obrigatória a utilização do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica – Hórus como sistema oficial de controle de estoque e dispensação de medicamentos no âmbito da Prefeitura de Mossoró, além de atribuir à Controladoria Geral do Município a responsabilidade direta pela fiscalização e acompanhamento de sua correta utilização.

A defesa reafirma a confiança no trabalho das autoridades, nas garantias constitucionais, na preservação da presunção de inocência.
O prefeito Allyson Bezerra segue exercendo normalmente suas funções, com foco na gestão pública, na transparência administrativa e no interesse da população de Mossoró.

CAIO VITOR R. BARBOSA e FRABRÍZIO FELICIADO
Advogados

Imagem do documento oficial enviado pelos advogados de defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
Imagem do documento oficial enviado pelos advogados de defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.

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