Polícia

Casa de Allyson é alvo da PF e distribuidora de medicamentos é arrombada na Operação Mederi

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Dismed, distribuidora de medicamentos, é apontada como central no esquema criminoso que envolve o prefeito Allyson Bezerra  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 27/01/2026, às 08h43



A Operação Mederi, realizada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, teve novos desdobramentos no Rio Grande do Norte, incluindo a busca na residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, como parte de uma investigação sobre desvio de recursos públicos na saúde.

As investigações, que começaram a partir de auditorias da CGU, revelaram irregularidades graves em contratos de fornecimento de insumos para a saúde, como entrega de materiais não realizados e indícios de sobrepreço, afetando diretamente o abastecimento hospitalar.

A PF cumpriu diversos mandados em endereços relacionados aos investigados e apreendeu documentos e equipamentos, com o objetivo de identificar o fluxo financeiro dos contratos e a possível participação de gestores públicos e empresários no esquema criminoso.

Resumo gerado por IA

A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), ganhou novos desdobramentos na manhã desta terça-feira (27) no Rio Grande do Norte.

Além do cumprimento de mandados em vários municípios, agentes da PF estiveram na residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que está entre os alvos da investigação, conforme apuração da TV Globo.

Imagens registradas durante a ação mostram a presença dos policiais federais na casa do gestor municipal, reforçando o avanço das diligências no âmbito da investigação que apura desvio de recursos públicos e fraudes em contratos da saúde.

Agentes da PF estiveram na residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que está entre os alvos da investigação.
Agentes da PF estiveram na residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que está entre os alvos da investigação.

Empresa de medicamentos é apontada como peça central do esquema

Outro ponto que chamou a atenção na operação foi a atuação da PF na sede da Dismed – Distribuidora de Medicamentos Ltda. Os agentes arrombaram o imóvel da empresa durante o cumprimento das ordens judiciais.

A distribuidora atua no fornecimento de insumos para redes públicas de saúde e, segundo as investigações, é apontada como uma das estruturas centrais do suposto esquema criminoso investigado pela Polícia Federal.

O que a CGU encontrou nos contratos analisados

As apurações que deram origem à Operação Mederi partiram de auditorias técnicas realizadas pela CGU. Os relatórios indicaram um padrão de irregularidades graves na execução contratual.

- Compra de materiais que não teriam sido entregues;
- Fornecimento de insumos fora das especificações contratadas;
- Indícios de sobrepreço nos produtos adquiridos;
- Fragilidades na comprovação documental das entregas;
- Falhas recorrentes em processos licitatórios.

Esses contratos envolvem empresas sediadas no Rio Grande do Norte que mantinham acordos com prefeituras de diversos estados do país.

A saúde pública no centro da investigação

Os contratos sob suspeita envolvem insumos essenciais para o funcionamento de unidades públicas de saúde, o que eleva a gravidade do caso. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o impacto vai além do dano financeiro, atingindo diretamente o abastecimento hospitalar e o atendimento à população.

O que já se sabe sobre a operação

Na fase inicial, a PF confirmou o cumprimento de dezenas de mandados em cidades potiguares. Com o novo desdobramento, o foco das diligências se concentra também na coleta de provas em endereços estratégicos ligados aos investigados.

A PF confirmou o cumprimento de dezenas de mandados em cidades potiguares. Com o novo desdobramento, o foco das diligências se concentra também na coleta de provas em endereços estratégicos ligados aos investigados.
A PF confirmou o cumprimento de dezenas de mandados em cidades potiguares. Com o novo desdobramento, o foco das diligências se concentra também na coleta de provas em endereços estratégicos ligados aos investigados.

- Residência do prefeito de Mossoró;
- Sede da Dismed – Distribuidora de Medicamentos;
- Endereços ligados a empresas fornecedoras;
- Imóveis em vários municípios do RN.

A Polícia Federal ainda não divulgou oficialmente o número atualizado de mandados cumpridos nesta etapa, nem o valor estimado do prejuízo aos cofres públicos.

Crimes que podem ser enquadrados

Os investigados poderão responder por crimes como:

- Desvio de recursos públicos;
- Fraudes em contratações administrativas;
- Organização criminosa;
- Peculato;
- Falsidade ideológica.

Próximos passos da investigação

Com a apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e registros empresariais, a expectativa é que a PF avance na identificação:

- Do fluxo financeiro dos contratos investigados;
- Dos responsáveis pela execução e fiscalização dos contratos;
- Da eventual participação de gestores públicos e empresários;
- Da extensão do esquema para outros estados.

Mais informações oficiais devem ser divulgadas ao longo do dia pela Polícia Federal.

Classificação Indicativa: Livre

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