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Saiba como funcionava o esquema alvo da operação da PF no RN que fez buscas na casa do prefeito Allyson

Reprodução/Polícia Federal
Operação da PF e CGU desmantela esquema de corrupção na saúde pública do Rio Grande do Norte, envolvendo o prefeito Allyson Bezerra  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Polícia Federal

Publicado em 27/01/2026, às 10h00   Malu Machado



A saúde pública do Rio Grande do Norte é alvo de uma investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, com a Operação Mederi mobilizando mais de 120 agentes para cumprir 35 mandados de busca e apreensão, incluindo a residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.

As investigações revelam um esquema de corrupção que envolve manipulação de licitações e entrega fictícia de materiais hospitalares, resultando em prejuízos diretos aos cofres públicos, como pagamentos por produtos não entregues e sobrepreços.

Além das buscas, a Justiça impôs medidas cautelares e bloqueios patrimoniais aos envolvidos, enquanto a Polícia Federal analisa o material apreendido para identificar possíveis outros participantes e calcular o total desviado da saúde no estado.

Resumo gerado por IA

A saúde pública do Rio Grande do Norte está no centro de uma investigação de grande escala conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A chamada Operação Mederi, deflagrada nesta terça-feira (27), mobilizou mais de 120 agentes para cumprir 35 mandados de busca e apreensão, tendo como um de seus principais alvos o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

O esquema investigado foca em um ciclo de corrupção que envolve desde a manipulação de licitações até a entrega fictícia de materiais hospitalares. Entenda os pilares da investigação:

1. O mecanismo das fraudes licitatórias

Segundo as autoridades, o grupo criminoso atuava para garantir que empresas específicas vencessem certames municipais. Para isso, utilizavam duas táticas principais:

  • Direcionamento de editais: Criação de regras que favoreciam tecnicamente as empresas do esquema.
  • Simulação de concorrência: Uso de "empresas de fachada" ou combinadas entre si para criar uma falsa aparência de disputa, garantindo que o contrato ficasse sempre no mesmo círculo de influência.

2. Insumos "fantasmas" e sobrepreço

Auditorias da CGU revelaram que o prejuízo aos cofres públicos ocorria de forma direta na execução dos contratos:

  • Não entrega de produtos: Pagamentos eram realizados por medicamentos e insumos médicos que nunca chegavam às unidades de saúde.
  • Especificações adulteradas: Entrega de materiais de qualidade inferior àquela que foi paga pelo poder público.
  • Sobrepreço: Valores faturados muito acima da média de mercado, drenando recursos que deveriam ser aplicados no atendimento à população.

Alcance interestadual e medidas judiciais

A Operação Mederi identificou que empresas sediadas no Rio Grande do Norte mantinham contratos com prefeituras de diversos outros estados, o que sugere uma rede de atuação interestadual.

Além das buscas realizadas na residência de Allyson Bezerra e na sede da Prefeitura de Mossoró, a Justiça autorizou:

  • Medidas cautelares: Restrições de atividades para os envolvidos.
  • Bloqueios patrimoniais: Congelamento de bens para garantir o futuro ressarcimento ao erário.

O que diz a Lei

Os investigados podem responder por crimes de peculato, fraude em licitação e organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar décadas de reclusão, dependendo da extensão dos danos comprovados.

Próximos passos

Todo o material apreendido - computadores, documentos e dispositivos móveis - passará por perícia técnica. A Polícia Federal busca agora identificar se há participação de outros agentes políticos e dimensionar o montante total desviado da saúde potiguar.

Classificação Indicativa: Livre

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