Geral
por José Nilton Jr.
Publicado em 27/02/2026, às 13h28
A presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), Cláudia Márcia de Carvalho Soares, afirmou durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) que desembargadores “mal têm acesso a um lanche” ao defender benefícios no Judiciário. Dados públicos indicam que ela recebeu R$ 709 mil líquidos em 2025.
Cláudia é juíza do Trabalho aposentada do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. As informações constam no Painel de Remuneração do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde também aparece a indicação de isenção do Imposto de Renda, benefício geralmente concedido a pessoas diagnosticadas com doenças graves.
O maior valor mensal foi registrado em dezembro, quando a magistrada recebeu cerca de R$ 128 mil líquidos.
A fala aconteceu durante julgamento que discute a suspensão do pagamento de verbas indenizatórias a servidores públicos. Em sua manifestação, Cláudia criticou o que classificou como escassez de benefícios para membros do Judiciário.
Ela afirmou que juízes de primeira instância não dispõem de carro oficial, arcam com combustível, financiamento de veículo e não contam com apartamento funcional, plano de saúde institucional, refeitório, água ou café.
Na sequência, declarou que desembargadores também teriam poucos benefícios, exceto um carro, e que “mal têm acesso a um lanche”.
O julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) analisa decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam o pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei, conhecidas como penduricalhos.
Essas parcelas são utilizadas, em alguns casos, para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46.366,19.
A sessão foi iniciada na última quarta-feira (25) e foi destinada às sustentações orais de associações e entidades interessadas no tema. Ainda não houve votação dos ministros.
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