O Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado em 19 de outubro, reforça a mobilização nacional para prevenir a proliferação do Aedes aegypti.
Em Natal, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ/SMS Natal), aproveita a data para destacar a importância dos cuidados coletivos e diários que devem ser adotados para reduzir os riscos de transmissão.
Com a chegada do verão, período marcado pelo calor e pela umidade, o ambiente se torna mais propício para a reprodução do mosquito, vetor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A doença, de origem viral, pode evoluir para quadros graves e exige atenção contínua de toda a população.
Segundo Luciano Pereira da Silva, chefe da Unidade de Vigilância de Zoonoses, a estratégia mais eficaz é interromper o ciclo do mosquito. Ele destaca que as equipes intensificam visitas domiciliares, monitoram pontos estratégicos e realizam borrifação, além de promoverem ações educativas que incentivam a participação comunitária.
Dados atualizados das arboviroses
Até a 45ª semana epidemiológica, Natal registrou 5.729 casos prováveis de arboviroses, sendo 4.588 de dengue, 944 de chikungunya e 197 de zika. O total representa uma queda de 22,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 7.384 casos prováveis, mas o cenário ainda exige atenção constante.
Luciano reforça que a contribuição dos moradores é fundamental. Medidas simples, como eliminar água acumulada, limpar calhas, vedar reservatórios e manter garrafas viradas para baixo, fazem diferença direta na redução dos focos. Pneus, lonas e objetos que possam juntar água devem ser mantidos protegidos da chuva.
Ele reforça que o combate às arboviroses é uma responsabilidade compartilhada. Quando cada morador cuida do seu espaço, diminui o risco de transmissão para toda a comunidade.
Reprodução/Assessoria SMS Natal
Sinais de alerta e busca por atendimento
Os sintomas mais comuns da dengue incluem febre acima de 38°C, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, coceira, mal-estar e cansaço intenso. Ao perceber os primeiros sinais, a recomendação é buscar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde para avaliação e orientação adequada.
A detecção precoce ajuda a evitar complicações e possibilita o encaminhamento rápido para serviços especializados, caso necessário.
Tecnologias e estratégias adotadas por Natal
A equipe da UVZ desenvolve, ao longo de todo o ano, ações de vigilância e controle, com tratamento focal nas residências dos cinco distritos sanitários. As atividades educativas nas escolas também são intensificadas, reforçando a prevenção entre crianças e adolescentes.
Natal utiliza ovitrampas desde 2015, armadilhas que permitem monitorar a presença de ovos do Aedes aegypti e orientar intervenções precisas. A tecnologia tornou a capital referência nacional em monitoramento entomológico e integra o programa do Ministério da Saúde.
Mais recentemente, o município ampliou suas estratégias com o Método Wolbachia, desenvolvido em parceria com o World Mosquito Program, Ministério da Saúde e Fiocruz. A biofábrica instalada no bairro Felipe Camarão já iniciou a liberação dos mosquitos com Wolbachia em 33 bairros.
Reprodução/Assessoria SMS Natal
Como funciona o Método Wolbachia
A técnica consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, presente naturalmente em metade das espécies de insetos, mas não no Aedes.
Quando esses mosquitos se reproduzem com os da população local, transmitem a bactéria às novas gerações, que se tornam incapazes de desenvolver e transmitir os vírus da dengue, zika e chikungunya.
Com esse conjunto de ações, Natal reforça seu compromisso na luta contra as arboviroses e chama a população a participar ativamente da prevenção.