Política

Natal decide o futuro da saúde: veja quais foram as mudanças no SUS municipal

Reprodução/Assessoria SMS Natal
A Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde promovem diálogo sobre desafios e estratégias para a saúde pública  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Assessoria SMS Natal
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 06/11/2025, às 12h49



Incentivando o diálogo sobre os desafios e prioridades do município para a gestão em saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Conselho Municipal de Saúde (CMS) realizaram, nesta terça-feira (4), a Oficina Geral da Conferência do Plano Municipal de Saúde (PMS) de Natal.

O encontro teve como objetivo reunir contribuições para definir diretrizes, metas e estratégias que irão orientar a saúde pública entre 2026 e 2029.

A atividade contou com a participação de usuários, trabalhadores do setor, gestores e representantes da sociedade civil, que colaboraram de forma direta para a construção do documento que servirá como referência para os próximos anos.

O foco principal foi ouvir diferentes perspectivas sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital potiguar e identificar caminhos para melhorar o atendimento.

Durante o evento, o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, reforçou a relevância da participação coletiva.

Segundo ele, o Plano está sendo elaborado por muitas mãos e deve refletir as necessidades concretas da população, com ênfase na melhoria da assistência, organização dos serviços e fortalecimento da gestão pública.

Apresentação de propostas e contribuições

A programação foi iniciada com a exposição sobre o Plano Municipal de Saúde para o período de 2026 a 2029, apresentada pelo enfermeiro e sanitarista Giuliano Silva. O momento garantiu que os presentes tivessem uma visão clara da estrutura que orientará o conjunto das ações do SUS em Natal.

Na sequência, foram sistematizadas e apresentadas as contribuições colhidas durante as Oficinas Distritais, realizadas entre 15 e 23 de outubro, nos cinco Distritos Sanitários do município.

Essas etapas anteriores permitiram identificar demandas específicas de diferentes áreas da cidade, fortalecendo o caráter territorial do planejamento.

A diretora da Assessoria de Planejamento Estratégico e da Gestão do SUS (ASPLAN), Elidiane Araújo, destacou a importância da participação e do diálogo.

Para ela, o processo reforça a construção democrática das políticas de saúde e representa um avanço na forma como o município organiza sua gestão.

Reprodução/Assessoria SMS Natal

Discussões temáticas e consolidação final

No período da tarde, os participantes foram distribuídos em grupos temáticos dedicados à Atenção Primária, Atenção Especializada, Vigilância em Saúde e Gestão e Controle Social. Cada grupo debateu e revisou propostas já identificadas, aprofundando estratégias e ajustes necessários.

A partir das discussões coletivas, as sugestões serão reunidas e analisadas para compor a versão final do Plano Municipal de Saúde. Esse documento será consolidado pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Conselho Municipal de Saúde, assegurando transparência e participação social.

O Plano Municipal de Saúde é considerado o principal instrumento de planejamento do SUS no âmbito local, pois orienta prioridades, organiza ações e fortalece o controle social.

Em Natal, essa construção ocorreu em três etapas, iniciadas com a Conferência Municipal, seguida das Oficinas Distritais, e concluídas agora com a Oficina Geral, onde foram definidas as metas para os próximos quatro anos.

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