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Política

PL diz que decisão dos EUA sobre PCC e CV foi “vitória” de Flávio Bolsonaro após encontro com Trump

O governo brasileiro foi pego de surpresa com a classificação do PCC e CV como organizações terroristas após a visita de Flávio  |  Divulgação

Publicado em 28/05/2026, às 20h34   Divulgação   Jussier Lucas

O Partido Liberal (PL) afirmou nesta quinta-feira (28) que a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas representa uma vitória política do senador Flávio Bolsonaro. A declaração ocorreu após o anúncio oficial feito pelo Departamento de Estado norte-americano.

Segundo apuração da CNN Brasil, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o senador conseguiu apresentar resultados concretos após a viagem aos Estados Unidos e os encontros com autoridades americanas. O dirigente destacou ainda a relação próxima entre a família Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump.

“A família Bolsonaro é muito querida pelo Donald Trump”, declarou Valdemar, segundo a reportagem.

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Nos bastidores, integrantes do PL também compararam a viagem de Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos com a agenda cumprida por Flávio Bolsonaro. De acordo com a apuração da CNN Brasil, o partido avaliou que Lula não conseguiu apresentar resultados administrativos concretos após encontro com Trump realizado no início do mês.

Ainda segundo a emissora, integrantes do governo brasileiro já sabiam que os Estados Unidos estudavam classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. No entanto, o Palácio do Planalto não esperava que o anúncio acontecesse logo após a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca.

A avaliação dentro do partido é de que o senador foi incluído estrategicamente no contexto do anúncio como forma de reforçar politicamente a decisão do governo americano.

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira que as facções brasileiras passarão a integrar a lista de organizações terroristas estrangeiras a partir do dia 5 de junho. Segundo autoridades americanas, a medida faz parte do endurecimento das ações contra o crime organizado internacional e o narcotráfico.

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