Política
Publicado em 23/12/2025, às 15h47 Ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro - Reprodução/SBT News José Nilton Jr.
Nesta terça-feira (23), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o hospital DF Star, em Brasília, onde será submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. A autorização atende a pedido da defesa e estabelece um rígido esquema de segurança durante toda a internação.
O procedimento médico está programado para acontecer após o início da internação, previsto para esta quarta-feira (24), quando Bolsonaro passará por exames preparatórios. A cirurgia deve ser realizada na quinta-feira (25), data que coincide com o feriado de Natal.
Segundo o laudo da perícia médica da Polícia Federal, o ex-presidente apresenta hérnia inguinal bilateral com indicação cirúrgica, embora o quadro não seja classificado como emergência médica.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou que todo o transporte e a escolta do ex-presidente sejam feitos pela Polícia Federal de forma discreta, incluindo o acesso ao hospital pelas garagens. A corporação deverá alinhar previamente os detalhes logísticos com a direção do DF Star.
Além disso, a ordem judicial também impõe vigilância ininterrupta enquanto durar a internação. Pelo menos dois agentes da Polícia Federal deverão permanecer posicionados na porta do quarto, com equipes adicionais responsáveis pelo monitoramento das áreas internas e externas do hospital, em regime de 24 horas por dia.
O ministro proibiu expressamente a entrada de celulares, computadores ou quaisquer dispositivos eletrônicos no quarto hospitalar, com exceção apenas de equipamentos médicos indispensáveis ao tratamento. Caberá à Polícia Federal fiscalizar o cumprimento da determinação.
Quanto aos acompanhantes, Moraes autorizou a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro durante toda a internação. Já o pedido da defesa para permitir a visita dos filhos Carlos e Flávio Bolsonaro foi negado neste momento.
A decisão estabelece que qualquer outra visita ao ex-presidente, além de Michelle, só poderá acontecer mediante autorização judicial específica, reforçando o controle rigoroso imposto ao período de hospitalização.