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Escritório ligado à esposa de Moraes cresce, fatura alto e aparece em investigação da PF

Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo informações preliminares, apenas no ano passado, a esposa de Moraes recebeu aproximadamente R$ 60 milhões em distribuição de lucros  |   BNews RN - Divulgação Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes - Marcelo Camargo/Agência Brasil
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 22/12/2025, às 16h40



Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), oficializou no dia 22 de setembro deste ano a abertura de um novo escritório de advocacia em Brasília. Esse movimento aconteceu no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos anunciou sanções voltadas ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos com base na Lei Magnitsky.

O Lex, que mantém vínculos societários com Viviane e seus filhos, possui dez imóveis registrados em seu nome, ampliando a dimensão patrimonial do grupo familiar ligado à área jurídica.

Viviane já figura como sócia do Barci de Moraes Sociedade de Advogados, sediado em São Paulo, que reúne nove sócios e concentra a maior parte da movimentação financeira do grupo.

Crescimento patrimonial acelerado

Paralelamente a essa estrutura, a empresária também administra o Barci e Barci Sociedade de Advogados em conjunto com a sua filha, que aparece como única sócia formal da empresa.

Segundo dados que foram revelados pelo jornal O Globo, apenas no ano passado, Viviane recebeu aproximadamente R$ 60 milhões em distribuição de lucros do Barci de Moraes, valor que impulsionou um crescimento expressivo de seu patrimônio pessoal.

Além disso, em um intervalo de apenas um ano, os bens declarados teriam saltado de R$ 24 milhões em 2023 para aproximadamente R$ 80 milhões em 2024, de acordo com as informações divulgadas.

Contratos, investigação e prisões

No mesmo período, uma investigação da Polícia Federal identificou que o escritório comandado por Viviane prestou serviços jurídicos ao Banco Master, em um contrato que previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de 36 meses.

O caso ganhou novos contornos após a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em 17 de novembro, quando ele tentava deixar o país sem utilizar sua aeronave particular.

Apesar da detenção, Vorcaro foi liberado por decisão da desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 

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