Política

Exames de Bolsonaro são enviados à perícia da PF para laudo oficial sobre a saúde: "pode morrer de um dia pro outro”

Divulgação internet
Perícia médica oficial pode autorizar nova cirurgia e mudança no regime prisional do ex-presidente; aliados dizem que ele "pode morrer de um dia para o outro"  |   BNews RN - Divulgação Divulgação internet
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

[email protected]

Publicado em 16/12/2025, às 07h04



O ministro Alexandre de Moraes, do STF, enviou os exames médicos recentes do ex-presidente Jair Bolsonaro para análise da Polícia Federal, antes da perícia marcada para esta quarta-feira, que influenciará a decisão sobre sua saúde e pena de 27 anos de prisão.

A defesa de Bolsonaro argumenta que ele necessita de cirurgia imediata para hérnia inguinal, o que poderia levar à autorização para tratamento fora da prisão ou à conversão da pena em prisão domiciliar.

O STF aguarda o laudo da perícia médica para decidir sobre a possibilidade de cirurgia e eventuais mudanças no regime de cumprimento da pena, com a decisão final a cargo de Moraes após consulta à Procuradoria-Geral da República.

Resumo gerado por IA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o encaminhamento de todos os exames médicos recentes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para análise dos peritos da Polícia Federal.

A medida antecede a perícia médica oficial marcada para esta quarta-feira (17), que deverá embasar a próxima decisão da Corte sobre o estado de saúde do ex-chefe do Executivo.

A determinação foi adotada no contexto da execução penal da condenação imposta a Bolsonaro, que soma 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado, além do pagamento de multa.

A defesa sustenta que novas intercorrências clínicas exigem cirurgia imediata, o que poderia justificar autorização para tratamento fora da unidade prisional ou até a conversão da pena para prisão domiciliar.

A defesa do ex-presidente sustenta que novas intercorrências clínicas exigem cirurgia imediata, o que poderia justificar autorização para tratamento fora da unidade prisional. Imagem: divulgação Bolsonaro.
A defesa do ex-presidente sustenta que novas intercorrências clínicas exigem cirurgia imediata, o que poderia justificar autorização para tratamento fora da unidade prisional. Imagem: divulgação Bolsonaro.

Exames realizados na sede da Polícia Federal

Como parte das diligências autorizadas por Moraes, Bolsonaro passou por exames de ultrassonografia nas regiões inguinais direita e esquerda, realizados no domingo (14), dentro das dependências da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Os laudos foram anexados ao processo no dia seguinte.

Com a documentação médica reunida, o ministro ordenou o envio do material completo aos peritos responsáveis pela avaliação técnica.

Após a conclusão da perícia, o processo retornará imediatamente ao STF para nova deliberação. A defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República (PGR) já foram formalmente notificadas.

Defesa insiste em cirurgia de emergência

Um dia após a realização dos exames, os advogados de Bolsonaro protocolaram novo pedido ao Supremo, solicitando autorização para que o ex-presidente deixe a prisão a fim de realizar cirurgia de hérnia inguinal e passe a cumprir prisão domiciliar.

Segundo a defesa, o exame confirmou o diagnóstico de hérnia inguinal bilateral, e o médico responsável pelo acompanhamento clínico, Dr. Claudio Birolini, reforçou a necessidade de intervenção cirúrgica.

A partir desse exame, o médico responsável pelo acompanhamento do peticionário, Dr. Claudio Birolini, elaborou novo relatório médico, no qual, de forma expressa e fundamentada, reitera a necessidade de realização do procedimento cirúrgico de herniorrafia inguinal bilateral, em regime de internação hospitalar, sob anestesia geral, com tempo estimado de permanência entre cinco e sete dias”, afirmaram os advogados.

Aliados defendem prisão humanitária

A situação de saúde de Bolsonaro também foi abordada por aliados políticos. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que tanto Bolsonaro quanto o general Augusto Heleno enfrentam um quadro de saúde delicado e defendeu a concessão de prisão humanitária para ambos.

O Bolsonaro é aquele cara que anda no fio da navalha, pode morrer de um dia pro outro”, declarou Mourão.

O senador também mencionou que Heleno, aos 78 anos, apresenta problemas de saúde associados à idade e ao histórico de tensões enfrentadas ao longo da carreira militar e política.

Próximos passos no STF

Com a perícia médica da Polícia Federal em andamento, o Supremo aguarda o laudo oficial para definir se haverá autorização para cirurgia fora da unidade prisional, eventual internação hospitalar ou mudança no regime de cumprimento da pena.

A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, após manifestação da PGR e análise técnica dos peritos.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating