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Publicado em 21/05/2026, às 14h58 Reprodução/ND+ José Nilton Jr.
Sete em cada dez brasileiros diagnosticados com diabetes afirmam que a doença afeta diretamente o bem-estar emocional, segundo levantamento realizado pelo Global Wellness Institute em parceria com a Roche Diagnóstica.
Os dados mostram ainda que 78% dos pacientes convivem com ansiedade ou preocupação constante em relação ao futuro, enquanto duas em cada cinco pessoas relatam sentimentos de solidão e isolamento provocados pela condição.
A pesquisa ouviu 4.326 pessoas com diabetes em 22 países durante setembro de 2025. Desse total, 20% dos entrevistados eram brasileiros.
O levantamento também reforça a dimensão da doença no país. Segundo o Federação Internacional de Diabetes, o Brasil ocupa atualmente a sexta posição mundial em número de casos, com cerca de 16,6 milhões de adultos vivendo com diabetes.
A doença ocorre quando o organismo produz pouca insulina ou não consegue utilizá-la corretamente, elevando os níveis de glicose no sangue e aumentando o risco de complicações cardíacas, renais, neurológicas e oculares.
Entre os entrevistados com diabetes tipo 1, 77% disseram que a enfermidade compromete fortemente a saúde emocional.
Os resultados mostram que o impacto do diabetes vai além das questões físicas.
Segundo a pesquisa:
56% afirmam que a doença limita a capacidade de sair de casa;
46% relatam dificuldade para enfrentar trânsito, reuniões longas e atividades do cotidiano;
55% dizem não acordar descansados devido às oscilações glicêmicas durante a noite.
Além disso, apenas 35% dos pacientes afirmaram se sentir totalmente seguros no controle da própria condição.
O estudo apontou ainda que muitos brasileiros enxergam a tecnologia como aliada no tratamento.
Quase metade dos entrevistados acredita que sensores de monitoramento contínuo de glicose deveriam ser mais acessíveis e amplamente utilizados.
Entre os pacientes com diabetes tipo 1, 95% consideram essencial o uso de dispositivos capazes de prever episódios de hipoglicemia e hiperglicemia.
Mais da metade dos participantes disse que gostaria de utilizar sensores equipados com inteligência artificial para antecipar alterações nos níveis de glicose.