Política

Trump considera ação para ampliar pressão interna sobre o Irã

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Fontes indicam que Trump busca criar condições para uma mudança de regime, mas autoridades regionais temem consequências adversas  |   BNews RN - Divulgação Gian Ehrenzeller/Keystone via AP
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 29/01/2026, às 19h48



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera ataques militares ao Irã para estimular protestos internos e enfraquecer o regime, após a repressão violenta a manifestações no país. Essa estratégia visa criar condições para uma possível mudança de regime, embora autoridades regionais acreditem que ações isoladas não seriam suficientes para derrubar o governo iraniano.

A movimentação militar dos EUA na região, com a chegada de um porta-aviões e navios de guerra, amplia as opções disponíveis, mas Trump ainda não decidiu sobre um ataque. As discussões em Washington envolvem cenários de alto risco e focam em ações direcionadas a líderes e instituições responsáveis pela repressão.

Autoridades árabes e diplomatas expressam preocupação de que uma ofensiva norte-americana possa fortalecer o discurso nacionalista do regime iraniano, em vez de encorajar protestos. Países do Golfo, aliados dos EUA, pressionam contra a ação militar, alertando que podem ser os primeiros alvos de uma possível retaliação iraniana.

Resumo gerado por IA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a possibilidade de ataques militares contra o Irã como forma de estimular novos protestos internos e enfraquecer o regime iraniano. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em relatos de fontes envolvidas nas discussões de segurança nacional em Washington.

Segundo as fontes, as conversas ocorrem após a repressão violenta das forças de segurança do Irã contra manifestações que eclodiram no fim do ano passado. Trump estaria considerando ações diretas contra lideranças e instituições ligadas ao aparato repressivo do país.

Duas fontes norte-americanas ouvidas pela Reuters afirmaram que o objetivo do presidente seria criar condições para uma possível “mudança de regime”. Ainda assim, autoridades israelenses e árabes avaliam que ataques aéreos, isoladamente, não seriam suficientes para derrubar o governo clerical iraniano.

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Pressão militar e temor de escalada regional

A chegada recente de um porta-aviões dos Estados Unidos e de navios de guerra de apoio ao Oriente Médio ampliou significativamente o leque de opções militares à disposição da Casa Branca.

Em declaração pública, Trump afirmou que uma grande frota naval norte-americana está a caminho da região, mas ressaltou que o uso da força ainda não é uma decisão definitiva.

“Talvez não tenhamos que usá-la. Vamos ver”, disse o presidente, ao comentar o deslocamento das forças navais.

Apesar da movimentação militar, um funcionário do governo dos EUA afirmou que Trump ainda não tomou uma decisão final sobre um eventual ataque. As discussões, segundo a Reuters, envolvem cenários de alto risco e permanecem em estágio preliminar.

Fontes relataram que algumas das opções analisadas incluem ataques direcionados a comandantes e instituições consideradas responsáveis pela repressão, com o objetivo de encorajar manifestantes a ocupar prédios do governo e estruturas de segurança.

No entanto, autoridades árabes e diplomatas ocidentais demonstram preocupação com o efeito contrário. Segundo eles, uma ofensiva norte-americana poderia enfraquecer o movimento de protesto no Irã, ao reforçar o discurso nacionalista do regime.

Uma autoridade israelense de alto escalão afirmou que Israel não acredita que ataques aéreos, por si só, sejam capazes de derrubar a República Islâmica. Já uma autoridade iraniana declarou à Reuters que o país se prepara para um possível confronto militar, ao mesmo tempo em que mantém canais diplomáticos ativos.

O líder supremo do Irã responsabilizou os Estados Unidos e Israel pela instabilidade interna e alertou que o país retaliará caso seja atacado. Estados do Golfo, aliados históricos de Washington e anfitriões de bases militares norte-americanas, temem ser os primeiros alvos de uma resposta iraniana.

Arábia Saudita, Catar, Omã e Egito pressionaram os Estados Unidos contra uma ação militar. “Os Estados Unidos podem puxar o gatilho, mas não vão conviver com as consequências. Nós vamos”, afirmou uma fonte árabe à Reuters.

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