O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que deixará o comando da pasta em fevereiro. A declaração foi feita nesta quinta-feira (29), quando o ministro reforçou que a definição da data exata e do nome do substituto caberá exclusivamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).
Segundo Haddad, a decisão já foi comunicada ao presidente, mas ainda não há um dia específico estabelecido para a saída. O ministro disse que não pretende antecipar anúncios oficiais que, segundo ele, são prerrogativa do chefe do Executivo.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad afirmou que a mudança no Ministério da Fazenda ocorrerá com certeza no próximo mês. Ele destacou que tanto sua saída quanto a escolha do novo titular seguem sob avaliação direta de Lula.
Sucessão em debate e nomes em circulação
O atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, é citado nos bastidores como possível sucessor. Haddad elogiou o auxiliar, afirmando que ele tem formação sólida e amplo conhecimento da área econômica, mas ponderou que a decisão final será do presidente.
O ministro também ressaltou que outros quadros do PT podem ser considerados para o cargo. Segundo ele, é natural que diferentes nomes se coloquem à disposição para assumir a pasta em um momento considerado estratégico para o governo.
Apesar das especulações, Haddad reafirmou que não pretende disputar cargos eletivos. Ele afirmou que seu plano é contribuir com a campanha de reeleição de Lula, embora setores do partido e do próprio Executivo ainda defendam uma eventual candidatura do ministro em São Paulo.
Balanço econômico e críticas à dívida
Ao avaliar sua gestão, Haddad destacou medidas de contenção fiscal, como o corte de benefícios tributários e ações voltadas à limitação de despesas. Segundo ele, o governo herdou um cenário fiscal delicado, que exigiu ajustes para reduzir o déficit.
O ministro também citou a aprovação da reforma tributária pelo Congresso Nacional em 2023, após décadas de debates, como um dos principais avanços do período à frente do Ministério da Fazenda.
Haddad minimizou as críticas ao crescimento da dívida pública federal, que encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões após alta de 1,82% em dezembro.
Ele defendeu a redução da taxa básica de juros como caminho para estabilizar o endividamento, lembrando que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), manteve a taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) em 15% ao ano e sinalizou possível corte na próxima reunião.