Polícia

Prefeito de Ielmo Marinho é solto após audiência de custódia no TJRN

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A desembargadora Sandra Elali entendeu que não havia elementos suficientes para manter a prisão preventiva do prefeito e de sua esposa  |   BNews RN - Divulgação Instagram / Reprodução
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 29/01/2026, às 19h02



O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, foi solto após um dia de prisão em flagrante durante a Operação Securitas, que investiga crimes como porte ilegal de arma e organização criminosa, mas ele e sua esposa devem responder ao processo em liberdade.

A prisão ocorreu após o prefeito tentar ocultar provas durante a ação policial, resultando na apreensão de cerca de R$ 60 mil e um celular, com a polícia alegando que ele lidera um grupo criminoso que intimida adversários políticos.

Apesar da liberação, o Tribunal de Justiça impôs restrições, como recolhimento domiciliar noturno e comparecimento mensal em juízo, além da proibição de destruição de provas e a necessidade de comunicar mudanças de endereço.

Resumo gerado por IA

O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, conhecido como Fernando de Canto de Moça (MDB), foi solto na tarde desta quinta-feira (29), um dia após ter sido preso em flagrante durante o cumprimento de mandados da Operação Securitas, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte. A primeira-dama Adriana Leocádio Damasceno, presa na mesma ocasião, também foi liberada.

A decisão foi tomada pela desembargadora Sandra Elali, do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), durante audiência de custódia. A magistrada entendeu que os elementos apresentados não justificavam a manutenção da prisão preventiva, determinando que o prefeito e a esposa respondam ao processo em liberdade.

A audiência ocorreu no âmbito do TJRN em razão do foro por prerrogativa de função do gestor municipal. Com a soltura, Fernando de Canto de Moça retoma imediatamente o exercício do cargo, já que os fatos investigados não guardam relação com a atual gestão no município.

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Restrições impostas pela Justiça

Apesar da liberação, a decisão judicial impôs medidas cautelares ao prefeito. Entre elas estão o recolhimento domiciliar no período noturno e a obrigatoriedade de comparecimento mensal em juízo.

A Justiça também determinou que qualquer mudança de endereço seja previamente comunicada, sob pena de nova decretação de prisão, além da proibição de destruição ou ocultação de provas.

Fernando de Canto de Moça foi preso na manhã da quarta-feira (28), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A detenção ocorreu em flagrante, por embaraço à investigação e tentativa de ocultação de provas, após o prefeito tentar se desfazer de dinheiro e de um aparelho celular durante a ação policial. Ao todo, cerca de R$ 60 mil foram apreendidos.

A Operação Securitas investiga a prática de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, o prefeito é apontado como líder de um grupo criminoso voltado à intimidação de adversários políticos, com atuação armada e influência político-administrativa.

Em nota divulgada após a prisão, a assessoria do gestor afirmou que ele foi surpreendido pela operação e destacou que os fatos investigados teriam ocorrido em 2023, antes do início do atual mandato, iniciado em 2025. O prefeito declarou ainda que irá colaborar com as investigações em andamento.

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