Política

Tornozeleira eletrônica e buscas: saiba quem é a ex-parlamentar investigada por rombo no INSS

Reprodução/Câmara dos Deputados
Além da ex-parlamentar, empresários e advogados foram presos, suspeitos de movimentar valores desviados através de 'testas de ferro'  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Câmara dos Deputados

Publicado em 17/03/2026, às 10h45   Malu Machado



A Polícia Federal deflagrou a Operação Indébito, visando a ex-deputada Maria Gorete Pereira, em uma investigação sobre um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, resultando em 19 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra a ex-parlamentar.

As investigações revelam que Gorete tinha ligação com a Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional, permitindo a formalização de descontos automáticos nos contracheques de beneficiários, frequentemente sem consentimento.

Além da ex-deputada, foram presos o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada Cecília Rodrigues Mota, com indícios de movimentações financeiras suspeitas de quase R$ 245 mil, enquanto os envolvidos enfrentam acusações de organização criminosa e estelionato previdenciário.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (17), a Operação Indébito, que tem como um dos principais alvos a ex-deputada federal e fisioterapeuta Maria Gorete Pereira (MDB-CE). 

A investigação, que é um desdobramento da Operação Sem Desconto, apura um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

De acordo com as investigações, a ex-parlamentar deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão, além de prisões e outras medidas no Distrito Federal e no Ceará.

Como funcionava o esquema

As investigações apontam que Gorete Pereira possuía ligação direta com a Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen). Ela teria recebido uma procuração da entidade com poderes para celebrar Acordos de Cooperação Técnica (ACT) junto ao INSS. 

Na prática, essa autonomia permitia a formalização de instrumentos que autorizavam descontos automáticos direto nos contracheques de idosos e pensionistas, muitas vezes sem o devido consentimento.

Prisões e movimentações financeiras

Além da ex-deputada, a operação mirou figuras centrais do esquema:

  • Prisões: o empresário Natjo de Lima Pinheiro, apontado como gestor das associações, e a advogada Cecília Rodrigues Mota foram presos nesta terça. Eles são suspeitos de utilizar "testas de ferro" para movimentar os valores desviados.
  • Transações suspeitas: relatórios financeiros indicam que Gorete Pereira teria realizado movimentações suspeitas que somam quase R$ 245 mil entre os anos de 2018 e 2023.

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Crimes investigados

Os envolvidos podem responder por:

  • Organização criminosa;
  • Estelionato previdenciário;
  • Lavagem de dinheiro;
  • Inserção de dados falsos em sistemas públicos.

A coluna do Metrópoles, que revelou o caso, tentou contato com o gabinete da ex-deputada, mas não obteve retorno.

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