Polícia

PCC e Vorcaro: investigações revelam elo entre facção criminosa e banqueiro preso por fraude

Reprodução internet
Relatório do Coaf revela elo com transferências milionárias suspeitas e indícios de ocultação de beneficiários em operações financeiras complexas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
BNews Natal

por BNews Natal

[email protected]

Publicado em 17/03/2026, às 08h22



Um fundo de investimento, o Gold Style, está sob investigação por movimentar R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos, ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, em um caso que expõe a infiltração do crime organizado no sistema financeiro brasileiro.

As investigações revelaram indícios de operações estruturadas para ocultar beneficiários e simular a origem dos recursos, com a Super Empreendimentos sendo apontada como central em um esquema de coação e intimidação liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como 'Sicário'.

As apurações da Polícia Federal estão em andamento e podem levar a novas fases, como a quebra de sigilo e rastreamento de ativos, com o potencial de se tornar um dos casos mais significativos sobre a atuação de organizações criminosas no sistema financeiro do país.

Resumo gerado por IA

Um fundo de investimento investigado por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou cerca de R$ 180 milhões para uma empresa associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ampliando o alcance de um dos casos mais sensíveis envolvendo o sistema financeiro brasileiro.

As informações constam em relatório encaminhado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), no âmbito da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração de organizações criminosas em estruturas formais do mercado.

Transferências milionárias sob suspeita

De acordo com o documento, o fundo Gold Style realizou uma série de transferências para a empresa Super Empreendimentos entre os anos de 2020 e 2025.

Os investigadores identificaram indícios de operações estruturadas com o objetivo de ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos — prática comumente associada a esquemas de lavagem de dinheiro.

Um fundo de investimento investigado por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou cerca de R$ 180 milhões para uma empresa associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ampliando o alcance de um dos casos mais sensíveis envolvendo o sistema financeiro brasileiro.
Um fundo de investimento investigado por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou cerca de R$ 180 milhões para uma empresa associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ampliando o alcance de um dos casos mais sensíveis envolvendo o sistema financeiro brasileiro.

Entre os principais pontos levantados estão:

• Movimentação total estimada em R$ 180 milhões
• Uso de estruturas financeiras complexas
• Indícios de ocultação de beneficiários finais
• Possível simulação de operações para disfarçar origem do dinheiro
Empresa é apontada como peça-chave em esquema de coação

A Super Empreendimentos aparece nas investigações como um dos núcleos centrais de um suposto esquema que envolveria ameaças e intimidação.

A empresa teve como diretor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, o que reforça a conexão familiar e empresarial no caso.

Segundo decisão do ministro André Mendonça, a companhia também teria atuado no financiamento de um grupo clandestino.

Núcleo clandestino e atuação violenta

As apurações da Polícia Federal indicam que o grupo seria liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”.

Ele é apontado como responsável por executar ações de pressão e ameaça contra alvos específicos ligados ao banqueiro.

As apurações da Polícia Federal indicam que o grupo seria liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”.
As apurações da Polícia Federal indicam que o grupo seria liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”.

De acordo com os investigadores, a estrutura funcionava de forma organizada:

• Recursos saíam do caixa da empresa
• Valores eram enviados a empresas de fachada
• O dinheiro financiava ações de monitoramento e intimidação
• Alvos incluíam autoridades, jornalistas e rivais comerciais

A PF sustenta que o modelo foi desenhado para dificultar o rastreamento e dar aparência de legalidade às operações.

Conexão com outra investigação Federal

O caso também apresenta interseções com a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo fundos de investimento e o chamado “efeito circular” de recursos — mecanismo utilizado para simular movimentações legítimas e mascarar a origem ilícita do dinheiro.

Essa sobreposição de investigações reforça a hipótese de um sistema financeiro paralelo sendo utilizado para fins ilícitos.

O que dizem os citados

Até o momento, as defesas dos investigados não se manifestaram oficialmente sobre o conteúdo das apurações.

O espaço segue aberto para posicionamentos.

Entenda o caso
• Fundo Gold Style é investigado por ligação com o PCC
• R$ 180 milhões foram movimentados para a Super Empreendimentos
• Empresa tem ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro
• PF aponta uso de empresas de fachada para ocultar recursos
• Grupo clandestino teria sido financiado para ameaças e coação
• Caso também se conecta à Operação Compliance Zero
Próximos desdobramentos

As investigações seguem em curso e podem avançar para novas fases, incluindo quebra de sigilo, rastreamento internacional de ativos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.

A depender dos desdobramentos, o caso pode se tornar um dos mais relevantes já registrados sobre a atuação de organizações criminosas dentro do sistema financeiro formal no país.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating