Polícia

Escândalo: Lulinha admite viagem paga por "Careca do INSS"; saiba tudo que foi detalhado ao STF sobre a relação do filho do presidente com o investigado preso

Reprodução internet
A relação entre Lulinha e o empresário 'Careca do INSS' é revelada em meio a investigações sobre desvios no sistema previdenciário  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
BNews Natal

por BNews Natal

[email protected]

Publicado em 17/03/2026, às 07h39



A defesa de Fábio Luís Lula da Silva confirmou ao STF que ele viajou a Portugal com despesas pagas por um empresário investigado por fraudes no INSS, o que levanta questões sobre a relação entre eles e o impacto político da situação.

O empresário, Antônio Carlos Camilo Antunes, está preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios de recursos previdenciários, e a defesa de Lulinha afirma que não houve qualquer vínculo comercial ou participação dele nas fraudes.

O caso segue sob investigação no STF, com a expectativa de que novas diligências ajudem a esclarecer a relação entre Lulinha e o empresário, além de verificar se houve algum benefício indireto ao filho do presidente.

Resumo gerado por IA

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma viagem a Portugal com despesas custeadas por um empresário investigado por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação foi apresentada formalmente ao ministro André Mendonça e também reforçada publicamente pelos advogados do empresário, em meio ao avanço das investigações que apuram um esquema de desvios envolvendo aposentados.

Segundo a defesa, apesar do custeio da viagem, não houve qualquer relação comercial, pagamento ou participação de Lulinha no esquema investigado.

A informação foi apresentada formalmente ao ministro André Mendonça e também reforçada publicamente pelos advogados do empresário, em meio ao avanço das investigações que apuram um esquema de desvios envolvendo aposentados.
A informação foi apresentada formalmente ao ministro André Mendonça e também reforçada publicamente pelos advogados do empresário, em meio ao avanço das investigações que apuram um esquema de desvios envolvendo aposentados.

Quem é o empresário ligado ao caso

O responsável por arcar com os custos da viagem foi Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Ele está preso sob suspeita de liderar um esquema que teria desviado recursos de beneficiários do sistema previdenciário, caso que ganhou forte repercussão nacional e passou a ser acompanhado pelo STF.

Viagem a Portugal e versão da defesa

De acordo com os advogados, a viagem ocorreu em novembro de 2024 e teve como objetivo a visita a uma fábrica de produtos à base de cannabis medicinal.

A defesa afirma que o convite partiu do próprio empresário e que todas as despesas foram pagas por ele.

Em declaração à imprensa, o advogado Guilherme Suguimori foi categórico:

– Não houve qualquer negociação ou pagamento ao meu cliente.

Já o advogado Marco Aurélio de Carvalho reforçou que não existiu sociedade ou parceria entre Lulinha e o empresário investigado.

O responsável por arcar com os custos da viagem foi Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O responsável por arcar com os custos da viagem foi Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Como Lulinha conheceu o empresário

Segundo a versão apresentada ao STF, o encontro entre os dois aconteceu em 2024, por meio da empresária Roberta Luchsinger.

Antunes teria sido apresentado como um empreendedor do setor farmacêutico, sem qualquer menção, naquele momento, às investigações relacionadas ao INSS.

Interesse em cannabis medicinal

A defesa também detalhou o motivo do interesse de Lulinha na viagem.

Segundo os advogados, o tema da cannabis medicinal despertou atenção pessoal porque uma sobrinha do empresário faz uso terapêutico do canabidiol.

Esse contexto, segundo a petição, foi determinante para que ele aceitasse o convite para conhecer a estrutura produtiva no exterior.

Desconhecimento das investigações

Um dos principais pontos da estratégia de defesa é sustentar que Lulinha não tinha conhecimento das suspeitas envolvendo o empresário.

De acordo com o documento enviado ao Supremo:

  • Ele não sabia do suposto esquema de fraude no INSS
  • Não recebeu recursos provenientes de desvios
  • Não participou de qualquer negociação com o investigado

Mudança na linha de defesa

A confirmação da viagem e do custeio pelo empresário marca uma inflexão relevante na condução do caso.

Até então, a relação entre Lulinha e o investigado não havia sido detalhada publicamente com esse nível de precisão.

A nova postura ocorre em meio ao aumento da pressão política e ao avanço das apurações conduzidas pelas autoridades.

Entenda o caso
• Empresário preso é suspeito de liderar esquema de fraudes no INSS
• Defesa de Lulinha admite viagem paga por ele a Portugal
• Objetivo da viagem teria sido visita a fábrica de cannabis medicinal
• Advogados negam qualquer vínculo comercial ou participação em crimes
• Caso segue sob investigação no Supremo Tribunal Federal
O que acontece agora

O caso continua em análise no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça.

A expectativa é que novas diligências e eventuais quebras de sigilo ajudem a esclarecer o nível de relação entre os envolvidos e se houve, ou não, qualquer benefício indireto ao filho do presidente.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating