Política

Rogério Marinho aponta recorde de endividamento no Brasil e acusa governo Lula de esconder informações

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Durante debate, senador Rogério Marinho destaca empobrecimento e endividamento da população brasileira sob governo do presidente Lula  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: GloboNews
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 19/10/2026, às 20h50



O senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), criticou a situação econômica do país e a transparência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante debate na GloboNews nesta segunda-feira (19). No programa, ele afirmou que os brasileiros enfrentam empobrecimento, endividamento e insegurança.

“Estamos vivendo um momento em que as narrativas estão se sobrepondo à realidade. De fato, nós temos hoje uma população empobrecida, endividada. Temos hoje uma população que está amedrontada e insegura”, declarou Marinho.

O senador também citou o que classificou como recordes negativos na economia, incluindo falências empresariais, inadimplência e aumento de imóveis levados a leilão por falta de pagamento. Ao apresentar números sobre esse último ponto, afirmou que a quantidade teria passado de oito ou nove mil, em 2022, para 300 mil atualmente, mas não detalhou a fonte dos dados durante o debate.

Críticas à transparência e aos gastos públicos

Marinho também questionou o uso de sigilo em informações relacionadas à Presidência da República, com críticas à restrição de acesso a dados sobre cartões corporativos e viagens oficiais.

“Temos problemas sérios de transparência em governo que decreta sigilo de cem anos em cartão corporativo, em viagens feitas pela presidência”, afirmou.

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro defendeu ainda a redução da estrutura do Estado e criticou o crescimento das despesas públicas. Para ele, o governo Lula não tem tratado as contas do país com o devido controle e cuidado.

“Não é possível a gente viver num país [em que] os penduricalhos já significam R$ 24 bilhões pagos a mais, acima do teto salarial ano passado”, disse Marinho em outro momento do programa, ao criticar pagamentos acima do limite remuneratório do funcionalismo público.

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Edinho Silva rebate críticas e cita situação fiscal herdada

O debate também contou com a participação de Edinho Silva (PT), coordenador da campanha à reeleição de Lula. Em resposta às críticas sobre as contas públicas, ele afirmou que o atual governo herdou uma situação fiscal difícil em 2023, com déficit de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e despesas que, segundo ele, não tinham recursos suficientes para serem cobertas.

“Nós estamos falando de um país que nós pegamos literalmente quebrado e nós estamos entregando um país estável”, declarou Edinho. Ele citou compromissos relacionados ao pagamento de precatórios e à manutenção do Bolsa Família como exemplos das dificuldades encontradas no início da gestão.

O petista também defendeu medidas econômicas adotadas pelo governo, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, e afirmou que as políticas da atual gestão buscaram recompor a renda das famílias. Edinho ainda criticou desonerações concedidas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

O programa, mediado pela jornalista Julia Duailibi, discutiu as estratégias das duas campanhas para a reta final da disputa presidencial, além de temas como segurança pública, direitos trabalhistas, programas sociais e os atos de 8 de janeiro de 2023.

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