Política

Protesto contra PL da Dosimetria reúne milhares de brasileiros em meio à participação de artistas, movimentos sociais e pichações

Tânia Rego/Agência Brasil
Protestos ocorreram em cidades como Rio de Janeiro e Brasília, com a participação de artistas, movimentos sociais e atos de vandalismo  |   BNews RN - Divulgação Tânia Rego/Agência Brasil
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

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Publicado em 15/12/2025, às 07h40



Uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu cerca de 13,7 mil pessoas contra o projeto de lei da Dosimetria e propostas de anistia a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, refletindo a insatisfação popular com a possibilidade de redução de penas.

O número de participantes foi inferior ao de protestos anteriores, como o de 21 de setembro, que contou com 42,4 mil manifestantes, evidenciando uma possível diminuição do engajamento popular em relação a essas questões.

Os atos ocorreram em várias capitais, com a presença de artistas no Rio de Janeiro, e uma manifestante foi detida em Belo Horizonte após pichar um monumento, gerando discussões sobre a proteção do patrimônio público e a aplicação de penas em casos semelhantes.

Resumo gerado por IA

A manifestação realizada neste domingo (14) na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o projeto de lei da Dosimetria e propostas de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro reuniu cerca de 13,7 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político em parceria com a ONG More in Common.

A contagem foi realizada no momento de pico do ato, às 16h13, com base em imagens aéreas captadas por drones e analisadas com o auxílio de softwares de inteligência artificial.

A margem de erro estimada é de 12%, o que indica um público entre 12,1 mil e 15,4 mil manifestantes.

Público foi menor que em atos anteriores

De acordo com o levantamento, o número registrado neste domingo ficou abaixo da manifestação realizada em 21 de setembro, quando cerca de 42,4 mil pessoas protestaram contra a chamada PEC da Blindagem e projetos que tratavam da anistia aos envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 2023.

O ato deste fim de semana foi convocado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, que mobilizaram participantes em defesa da democracia e contra a redução das penas aplicadas aos réus do 8 de Janeiro.

Atos se espalharam por várias capitais

Além de São Paulo, manifestações semelhantes foram registradas em diferentes capitais do país, com destaque para Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

Em todos os locais, os protestos reuniram movimentos sociais, parlamentares de esquerda e representantes do meio artístico.

No Rio de Janeiro, a concentração ocorreu na orla da praia de Copacabana, na altura do Posto 2.

Os manifestantes exibiram faixas e cartazes em defesa da manutenção das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pediram a responsabilização criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais condenados pelos atos antidemocráticos.

Em Brasília, mesmo sob chuva leve, os manifestantes realizaram uma marcha pela Esplanada dos Ministérios, passando nas proximidades do Congresso Nacional.

Artistas aderem ao protesto no Rio

O ato realizado no Rio de Janeiro contou com a presença de diversos artistas e personalidades da cultura brasileira.

O protesto criticou diretamente o PL da Dosimetria, que prevê a redução do tempo de prisão para condenados por tentativa de golpe de Estado.

Entre os nomes que participaram da manifestação estavam:

Artistas presentes no protesto:
- Caetano Veloso
- Gilberto Gil
- Chico Buarque
- Cissa Guimarães
- Duda Beat
- Sophie Charlotte
- Xamã

Segundo os organizadores, a participação de figuras públicas teve como objetivo ampliar a pressão sobre o Congresso Nacional para barrar o avanço do projeto.

Manifestante é detida após pichação em Belo Horizonte

Durante um protesto em Belo Horizonte, uma mulher foi detida pela Polícia Militar após pichar o Monumento à Terra Mineira, localizado na Praça da Estação, no Centro da capital.

A manifestação também era contrária ao projeto que reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a manifestante escrevendo, com tinta vermelha, a frase “Brasil, terra indígena” na base do monumento. A ação levou à intervenção da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Após ser abordada, a mulher foi liberada.

O monumento, inaugurado em 1930, integra o conjunto histórico de Belo Horizonte e é assinado pelo escultor Júlio Starace, sendo considerado patrimônio cultural da cidade.

Caso repercute nas redes e gera comparações

O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais, com críticas à depredação do patrimônio público.

Parte dos internautas comparou o caso à condenação de Débora Rodrigues dos Santos, sentenciada pelo STF após pichar a estátua “A Justiça”, em frente à Suprema Corte, durante os atos golpistas de 2023, levantando debates sobre critérios jurídicos em situações semelhantes.

Principais pontos do protesto:
- Ato na Paulista reuniu cerca de 13,7 mil pessoas
- Manifestação ocorreu contra o PL da Dosimetria e anistia
- Protestos foram registrados em várias capitais
- Artistas participaram do ato no Rio de Janeiro
- Manifestante foi detida após pichação em BH
- Tema gerou debate sobre punições e patrimônio público

Classificação Indicativa: Livre

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