Política
Mesmo nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou remotamente da sessão do Senado Federal desta terça-feira (3), que analisou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O parlamentar registrou presença na reunião, apesar de estar fora do Brasil desde a semana passada.
A participação ocorreu após dificuldades para habilitar o acesso do senador ao sistema de votação. Segundo o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), foi necessário solicitar ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a liberação de um novo número de telefone para que Flávio pudesse registrar presença e votar.
O senador tem mandato até fevereiro de 2027. Pelo regimento interno do Senado, a ausência em um terço das sessões deliberativas pode levar à perda do mandato. Portinho afirmou que Flávio não abandonou suas funções parlamentares.
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A sessão acompanhada por Flávio terminou com a aprovação da PEC da Segurança em primeiro turno, por 73 votos favoráveis e nenhum contrário. Os senadores ainda precisam concluir a análise em segundo turno.
Antes da votação, o plenário rejeitou a inclusão de uma emenda que previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta original não continha essa alteração, que havia sido apresentada durante a tramitação no Senado.
Também foi aprovado, por 38 votos a 36, um requerimento para que as emendas sobre a maioridade penal sejam analisadas separadamente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Entre elas estava uma proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN), que previa a redução da idade penal em diferentes situações, conforme o tipo de crime.
O texto aprovado pela CCJ e mantido pelo plenário prevê a integração das ações de segurança pública entre União, estados, Distrito Federal e municípios. A proposta também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais.
Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), acompanhado da esposa e das duas filhas, em uma viagem terrestre até a Argentina. Segundo informações obtidas pela CNN Brasil em apurações de órgãos brasileiros, a família atravessou a fronteira por Foz do Iguaçu (PR), em duas vans, antes de embarcar em uma aeronave particular com destino aos Estados Unidos.
A viagem incluiu uma parada para abastecimento em Guayaquil, no Equador, e terminou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, na Flórida, na quarta-feira (28).
As investigações também apontaram a participação de um ex-agente israelense naturalizado norte-americano no deslocamento entre Brasília e a Argentina. De acordo com os registros citados pela CNN, ele estava em uma das vans durante a travessia da fronteira.
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