Política

Carla Zambelli apela a apoiadores por dinheiro e acusa Alexandre de Moraes de destruir sua vida

Bruno Spada/Câmara
Ex-deputada Carla Zambelli busca arrecadar R$ 50 mensais enquanto enfrenta processos judiciais e dificuldades financeiras na Itália  |   BNews RN - Divulgação Bruno Spada/Câmara
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 03/11/2026, às 15h08



A ex-deputada federal Carla Zambelli anunciou nesta terça-feira (3) a criação de uma comunidade virtual com mensalidade de R$ 50 para arrecadar dinheiro de apoiadores enquanto permanece na Itália. Ela afirmou que enfrenta dificuldades para abrir uma conta bancária e receber pagamentos por trabalhos no país europeu, atribuindo os obstáculos a decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Vim trazer essa situação pra vocês porque realmente já não tenho mais como resolver. Moraes destruiu a minha vida”, declarou a ex-parlamentar ao pedir contribuições de pessoas que acompanharam sua trajetória política.

Segundo Zambelli, o bloqueio de recursos financeiros e as informações associadas ao seu nome nos registros da Interpol dificultam o acesso a serviços bancários na Itália. Ela afirma que, diante da impossibilidade de receber remuneração pelo próprio trabalho, decidiu recorrer diretamente aos apoiadores.

Mensalidade e conteúdos exclusivos

A iniciativa prevê a cobrança de R$ 50 por mês em troca de materiais exclusivos. Entre as contrapartidas anunciadas estão conteúdos sobre diferentes áreas de conhecimento e relatos pessoais da ex-deputada sobre sua experiência na prisão.

Ao divulgar a comunidade, Zambelli fez um apelo emocional aos seguidores e pediu ajuda financeira, especialmente àqueles que já admiraram sua atuação pública.

“Se um dia você me admirou, eu peço a sua ajuda”, afirmou.

A mobilização ocorre enquanto a ex-parlamentar enfrenta dois processos criminais com condenações no Brasil e disputas judiciais relacionadas à sua permanência na Itália.

Duas condenações e disputa por extradição

Uma das condenações foi imposta pelo STF, que determinou pena de dez anos de prisão em regime inicial fechado pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inserção de documentos falsos. A condenação tornou-se definitiva após a análise dos recursos.

Com base nesse processo, o governo brasileiro solicitou a extradição de Zambelli, mas a Justiça italiana rejeitou o pedido. A decisão, entretanto, não encerrou a análise de uma segunda solicitação relacionada a outro processo criminal.

Nesse outro caso, a ex-deputada foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A sentença está relacionada ao episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando ela perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo.

O julgamento do pedido de extradição referente a esse episódio foi adiado pelas autoridades italianas para 24 de novembro. Até lá, Zambelli segue recorrendo à mobilização de apoiadores para conseguir recursos financeiros enquanto enfrenta os desdobramentos judiciais na Europa.

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