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Fundo Eleitoral no RN: veja qual candidato sai na frente com os primeiros repasses

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Os primeiros repasses do Fundo Eleitoral no RN mostram quais candidatos estão recebendo mais recursos e como isso pode impactar as campanhas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Redação

por Redação

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Publicado em 27/08/2026, às 11h56



O dinheiro do Fundo Eleitoral começou a chegar às campanhas no Rio Grande do Norte e os primeiros repasses já começam a revelar quais candidaturas estão recebendo maior atenção financeira dos partidos na largada da disputa.

Embora a campanha eleitoral tenha começado oficialmente em 16 de agosto, a movimentação mais significativa dos recursos passou a ser registrada nos últimos dias.

Os diretórios partidários começaram a colocar em prática os planejamentos financeiros apresentados à Justiça Eleitoral, realizando transferências para candidatos e definindo, neste primeiro momento, quais nomes terão maior estrutura financeira para colocar as campanhas nas ruas.

O movimento ainda está no início e os valores devem mudar rapidamente à medida que novas transferências sejam registradas. Mesmo assim, os primeiros dados já permitem identificar diferenças expressivas entre as candidaturas e mostram onde algumas legendas estão concentrando seus recursos.

Até o momento, Styvenson Valentim é o candidato que recebeu o maior repasse de Fundo Eleitoral no Rio Grande do Norte. O senador recebeu R$ 3.811.887,03 do Diretório Nacional do Podemos, exatamente o limite de gastos estabelecido para uma candidatura ao Senado no estado. O recurso foi transferido em uma única operação e representa 100% do teto permitido para o primeiro turno.

Na prática, o Podemos colocou à disposição de Styvenson recursos equivalentes ao limite total de despesas autorizado para sua campanha. O movimento diferencia o candidato dos demais nomes que já receberam recursos, especialmente neste começo de corrida eleitoral.

Styvenson recebe maior repasse entre candidatos do RN

O repasse de R$ 3.811.887,03 coloca Styvenson na primeira posição entre os candidatos potiguares que já tiveram recursos públicos de campanha registrados.

Segundo os dados de financiamento eleitoral disponíveis, todo o valor recebido pelo senador veio do Diretório Nacional do Podemos e foi classificado como recurso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). O repasse foi registrado em 25 de agosto.

O valor também corresponde ao teto de gastos para uma candidatura ao Senado no Rio Grande do Norte. Para 2026, o limite de despesas no primeiro turno para o cargo é de R$ 3.811.887,03.

Isso significa que, somente com esse primeiro repasse, a campanha de Styvenson já dispõe de recursos partidários suficientes para atingir o limite legal de gastos estabelecido para o primeiro turno, embora isso não signifique que todo o dinheiro necessariamente será gasto.

A transferência também evidencia uma decisão política e financeira do partido neste momento da eleição: concentrar uma parcela expressiva dos recursos disponíveis em uma candidatura majoritária considerada prioritária pela legenda no estado.

O repasse de R$ 3.811.887,03 coloca Styvenson na primeira posição entre os candidatos potiguares que já tiveram recursos públicos de campanha registrados.
O repasse de R$ 3.811.887,03 coloca Styvenson na primeira posição entre os candidatos potiguares que já tiveram recursos públicos de campanha registrados.

Samanda aparece entre os maiores repasses

Na sequência dos maiores valores registrados aparece Samanda Alves, candidata ao Senado, com R$ 1.905.943,52 em recursos do Fundo Eleitoral, conforme os dados apresentados no levantamento inicial.

O valor representa aproximadamente metade do teto de gastos de uma candidatura ao Senado no estado e coloca a candidata entre os nomes que receberam os maiores aportes financeiros nesta primeira fase da campanha.

A diferença em relação ao valor destinado a Styvenson é significativa, mas o cenário ainda pode mudar com novos repasses dos diretórios nacionais e estaduais.

O comportamento dos partidos nas próximas semanas será importante para entender se os valores iniciais representam apenas uma primeira parcela ou se, em alguns casos, já indicam uma estratégia de concentração dos recursos em determinadas candidaturas.

Na sequência dos maiores valores registrados aparece Samanda Alves, candidata ao Senado, com R$ 1.905.943,52 em recursos do Fundo Eleitoral, conforme os dados apresentados no levantamento inicial.
Na sequência dos maiores valores registrados aparece Samanda Alves, candidata ao Senado, com R$ 1.905.943,52 em recursos do Fundo Eleitoral, conforme os dados apresentados no levantamento inicial.

Deputados federais também recebem grandes valores

Entre as candidaturas à Câmara dos Deputados, Mineiro aparece com um dos maiores volumes de recursos já registrados, com R$ 1,8 milhão.

Na sequência aparecem João Maia e Robinson Faria, ambos com R$ 1,5 milhão cada, de acordo com o levantamento inicial.

Os valores mostram que os partidos também começaram a direcionar recursos expressivos para candidaturas proporcionais consideradas competitivas. A escolha dos beneficiados pode levar em conta fatores como desempenho eleitoral anterior, capacidade de mobilização, alianças políticas e possibilidade de conquista de uma das vagas em disputa.

Outro nome que aparece entre os principais beneficiados é Brisa, candidata a deputada federal, com R$ 959,4 mil registrados.

Leila Maia recebeu R$ 500 mil, enquanto Paulinha Galdino aparece com R$ 250 mil e Raposinha com R$ 130 mil no levantamento inicial.

Como a distribuição do Fundo Eleitoral ocorre de acordo com critérios definidos pelas próprias legendas dentro das regras eleitorais, a comparação entre candidaturas também permite observar quais nomes estão sendo tratados como prioridades pelas direções partidárias.

Entre as candidaturas à Câmara dos Deputados, Mineiro aparece com um dos maiores volumes de recursos já registrados, com R$ 1,8 milhão.
Entre as candidaturas à Câmara dos Deputados, Mineiro aparece com um dos maiores volumes de recursos já registrados, com R$ 1,8 milhão.

Campanhas ao Governo ainda têm valores menores

Na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, os primeiros repasses também começaram a aparecer, mas o volume destinado às principais candidaturas ainda é significativamente inferior ao teto de gastos estabelecido para o cargo.

Um levantamento atualizado publicado nesta quarta-feira (26) mostra que Allyson Bezerra registrava R$ 298 mil em recursos, sendo R$ 250 mil provenientes do diretório estadual do União Brasil e R$ 48 mil transferidos pelo candidato a vice-governador Hermano Morais.

O dado é diferente do valor de R$ 1 milhão que aparecia em levantamentos anteriores e reforça a necessidade de acompanhar diretamente as atualizações do sistema de prestação de contas eleitoral.

Álvaro Dias, candidato do PL ao Governo, registrava R$ 15 mil, valor transferido pelo próprio candidato a vice-governador, Babá Pereira. Já Cadu Xavier, do PT, ainda não apresentava recursos recebidos em sua conta de campanha no levantamento divulgado na quarta-feira.

A situação demonstra que os grandes partidos ainda não haviam realizado os principais repasses para algumas das candidaturas majoritárias mais conhecidas do estado.

Um levantamento atualizado publicado nesta quarta-feira (26) mostra que Allyson Bezerra registrava R$ 298 mil em recursos, sendo R$ 250 mil provenientes do diretório estadual do União Brasil
Um levantamento atualizado publicado nesta quarta-feira (26) mostra que Allyson Bezerra registrava R$ 298 mil em recursos, sendo R$ 250 mil provenientes do diretório estadual do União Brasil

PL ainda não havia feito repasses do Fundo

Um dos pontos que mais chama atenção no cenário inicial é a ausência de grandes transferências do Fundo Eleitoral do PL para candidatos do Rio Grande do Norte.

Até o momento considerado pelo levantamento, o partido ainda não havia realizado repasses do Fundo Eleitoral para seus principais candidatos no estado. A situação contrasta com o tamanho da legenda e com o volume de recursos que o partido terá à disposição nacionalmente.

O PL é o partido que recebeu a maior parcela do Fundo Eleitoral para as eleições de 2026, com aproximadamente R$ 881,6 milhões. O União Brasil terá cerca de R$ 526,2 milhões, enquanto o PT contará com aproximadamente R$ 615,4 milhões.

Por isso, a expectativa no Rio Grande do Norte está concentrada nos próximos movimentos da direção nacional do PL. A principal questão é saber quanto será destinado ao estado e quais candidaturas receberão os maiores aportes.

A demora na liberação dos recursos não é exclusiva do RN. Em outros estados, candidatos de partidos como PL e União Brasil também iniciaram a campanha sem receber grandes parcelas do Fundo Eleitoral.

Por que o dinheiro do Fundo Eleitoral é tão importante?

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral ou FEFC, é formado por recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu para as eleições de 2026 um montante de aproximadamente R$ 4,9 bilhões para o fundo. A distribuição entre os partidos segue critérios previstos na legislação eleitoral.

Do total, 2% são distribuídos igualmente entre os partidos com estatuto registrado no TSE. Outros 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.

Mais 48% são repartidos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados, enquanto 15% consideram a representação dos partidos no Senado Federal.

Depois de receber os recursos, cada legenda define a distribuição interna entre suas candidaturas, obedecendo às regras eleitorais e aos critérios de transparência e prestação de contas.

É justamente nessa etapa que começam a aparecer as prioridades políticas de cada partido.

Distribuição dos recursos pode revelar estratégias eleitorais

A quantidade de dinheiro destinada a cada candidatura não determina necessariamente o resultado de uma eleição, mas fornece pistas sobre as estratégias adotadas pelos partidos.

Uma candidatura que recebe um grande volume de recursos pode ter maior capacidade de financiar produção audiovisual, publicidade, deslocamentos, eventos, contratação de serviços e outras despesas permitidas pela legislação eleitoral.

Por outro lado, candidaturas que recebem valores menores precisam trabalhar com estruturas mais enxutas ou buscar outras fontes legais de financiamento, como doações de pessoas físicas e recursos próprios, dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

Por isso, o acompanhamento dos repasses permite observar não apenas quem tem dinheiro para fazer campanha, mas também quais candidaturas as direções partidárias estão colocando no centro de suas estratégias.

No caso de Styvenson, por exemplo, o repasse integral do teto de gastos para o Senado demonstra uma decisão clara do Podemos de financiar sua candidatura em um nível elevado já no início da disputa.

Primeiros valores ainda não representam o total da campanha

É importante destacar que os valores registrados neste momento não correspondem necessariamente ao total que cada candidatura receberá até o fim da eleição.

Os diretórios partidários ainda podem realizar novos repasses, redistribuir recursos e alterar suas estratégias conforme o andamento da campanha.

A própria diferença entre os números divulgados em levantamentos realizados em dias diferentes demonstra a velocidade com que os dados podem mudar.

Por isso, o ranking dos candidatos com maior volume de recursos deve ser tratado como uma fotografia do momento, e não como uma distribuição definitiva do dinheiro disponível para cada campanha.

Novos depósitos podem alterar rapidamente a ordem das candidaturas e, principalmente, o volume de recursos destinados a cada partido e cargo.

Confira os principais valores registrados

No levantamento inicial, os principais repasses de Fundo Eleitoral registrados para candidaturas do Rio Grande do Norte foram:

  • Styvenson Valentim – Senado: R$ 3.811.887,03
  • Samanda Alves – Senado: R$ 1.905.943,52
  • Mineiro – deputado federal: R$ 1.800.000,00
  • João Maia – deputado federal: R$ 1.500.000,00
  • Robinson Faria – deputado federal: R$ 1.500.000,00
  • Brisa – deputada federal: R$ 959.400,00
  • Leila Maia – deputada federal: R$ 500.000,00
  • Kléber Rodrigues – deputado estadual: R$ 500.000,00
  • Júlio César – deputado estadual: R$ 500.000,00
  • Isolda – deputada estadual: R$ 325.000,00
  • Divaneide – deputada estadual: R$ 325.000,00
  • Paulinha Galdino – deputada federal: R$ 250.000,00
  • Raposinha – deputado federal: R$ 130.000,00

Os valores acima devem ser considerados dentro do recorte temporal da apuração, já que novas transferências podem ser registradas a qualquer momento.

Dinheiro começa a desenhar o mapa da eleição

A movimentação financeira dos primeiros dias de campanha começa a oferecer uma visão dos bastidores da eleição no Rio Grande do Norte.

De um lado, Styvenson recebeu de uma só vez o equivalente ao teto de gastos de sua candidatura ao Senado. De outro, partidos importantes ainda mantêm parte significativa de seus recursos sem transferência para candidaturas potiguares.

Entre os candidatos ao Governo, os valores disponíveis ainda são relativamente baixos diante dos limites de gastos permitidos, indicando que as direções partidárias podem concentrar novos repasses nos próximos dias.

Na disputa proporcional, os primeiros números já mostram quais candidatos estão recebendo aportes mais robustos, especialmente entre aqueles considerados competitivos para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.

O cenário, portanto, ainda está longe de estar definido. Mas os primeiros milhões que começaram a circular nas contas eleitorais já dão pistas sobre onde os partidos estão colocando suas fichas — e, principalmente, seu dinheiro — na disputa de 2026 no Rio Grande do Norte.

Classificação Indicativa: Livre

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