Política
Publicado em 19/03/2026, às 11h06 Malu Machado
A deputada Erika Hilton criticou a decisão do presidente Lula de se encontrar informalmente com o banqueiro Daniel Vorcaro, considerando-a um erro de articulação política que pode gerar desgaste diante das investigações em curso.
Hilton destacou que a falta de transparência e a condução informal do encontro são problemáticas, mas enfatizou que reuniões fora da agenda oficial não são incomuns no Palácio do Planalto, embora o caso tenha ganhado maior repercussão devido ao contexto político atual.
A parlamentar afastou suspeitas de corrupção relacionadas ao encontro e alertou para a necessidade de cautela por parte do governo, sugerindo que o episódio deve servir como lição para evitar danos à imagem da gestão em tempos de crise.
"Errou". Foi assim que a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) classificou a decisão do presidente Lula de receber o banqueiro Daniel Vorcaro fora dos compromissos oficiais da agenda presidencial.
Durante entrevista ao portal Metrópoles, a parlamentar afirmou que o encontro deveria ter sido formalizado para evitar o desgaste que o caso vem sofrendo diante das investigações atuais, apontando o episódio como um equívoco de articulação política.
A crítica de Hilton foca na falta de transparência institucional do episódio, que ocorreu sem o registro formal nos compromissos do chefe do Executivo. Segundo a deputada, a falha está diretamente ligada à falta de cautela política, e não necessariamente a uma intenção ilícita.
“Faltou malícia”, disparou Erika, sugerindo que Lula possivelmente não previu a dimensão dos desdobramentos negativos e a repercussão que o caso ganharia diante das investigações em curso envolvendo o nome de Vorcaro.
Veja declaração da deputada:
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Apesar da reprovação sobre a forma como o encontro foi conduzido, a deputada buscou contextualizar a situação. Ela ressaltou que reuniões fora da agenda oficial não são raridades no cotidiano do Palácio do Planalto e que o caso de Vorcaro acabou ganhando contornos maiores devido ao cenário político atual. Para ela, o episódio deve ser visto como uma situação informal que gerou um desgaste evitável.
Erika também fez questão de afastar qualquer suspeita de corrupção ou favorecimento direto ao Banco Master. A parlamentar afirmou que, até o momento, não foram identificadas medidas ou decretos do governo federal que tenham beneficiado especificamente a instituição financeira ou o banqueiro.
Ao finalizar sua análise, a deputada classificou o erro como "não grave", mas deixou um alerta para o núcleo duro do governo. Para ela o episódio serve de lição sobre a necessidade de um cuidado redobrado por parte das autoridades, visando proteger a imagem da gestão e evitar munição para a oposição em momentos de crise.
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