Polícia

Preso no RN suspeito de estupro e roubo após DNA revelar participação em ataque violento

Divulgação/Polícia Civil do RN
O ataque aconteceu em setembro do ano de 2024 e gerou forte comoção devido à brutalidade empregada pelos criminosos envolvidos  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/Polícia Civil do RN
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 09/01/2026, às 12h55



Na manhã desta sexta-feira (9), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, de maneira preventiva, um homem de 35 anos de idade apontado como suspeito de roubo qualificado seguido de estupro. A ação faz parte da segunda fase da "Operação DNA do Crime" e contou com o apoio da Polícia Civil da Paraíba.

O ataque aconteceu em setembro do ano de 2024 e gerou forte comoção devido à brutalidade empregada pelos criminosos. De acordo com a polícia, o crime aconteceu na zona rural de Ielmo Marinho, município que fica no interior do Rio Grande do Norte. Na ocasião, uma mulher e seu filho foram surpreendidos por dois homens encapuzados.

A dupla, segundo informações da Polícia Civil, agiu com extrema violência e grave ameaça, utilizando um pedaço de madeira e simulando estar armada. O adolescente teve o celular roubado e a mulher foi arrastada para uma área de mata, onde sofreu abuso sexual. Após o ataque, os suspeitos fugiram com a motocicleta da vítima e continuaram a agir criminosamente.

Ainda de acordo com o que foi apurado, o veículo roubado foi usado para abordar um casal, sendo posteriormente abandonado, enquanto outro veículo foi levado para auxiliar na fuga. Os investigadores acreditam que os envolvidos estejam ligados a outros crimes sexuais na região, que apresentam o mesmo padrão de violência e ocultação de identidade.

Investigação avança e prende o segundo suspeito

Durante as ações policiais, o segundo suspeito foi encontrado no município de Ceará-Mirim, que fica na Região Metropolitana de Natal, e acabou detido. Em sua residência, os policiais apreenderam um alicate de poda, objeto que teria sido utilizado para intimidar as vítimas. O primeiro suspeito do crime, um homem de 44 anos de idade, já havia sido preso na fase inicial da operação. 

O nome da ação não foi escolhido por acaso. Exames periciais realizados pela Polícia Científica confirmaram que o material genético coletado na vítima correspondia ao dos suspeitos. 

Provas técnicas e apoio da população foram importantes 

Com a captura do novo acusado, todos os envolvidos no crime estão agora sob custódia das autoridades. O detido passou pelos procedimentos legais e foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. 

A utilização de tecnologia e perícia avançada foi crucial para a comprovação dos fatos e identificação precisa dos envolvidos. A Polícia Civil destacou que o trabalho científico desempenhou papel essencial para esclarecer o crime e garantir a responsabilização dos suspeitos.

Além disso, a corporação reforçou a importância da participação da população nas investigações. O órgão incentivou a realização de denúncias anônimas por meio do Disque Denúncia 181. 

Classificação Indicativa: Livre

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