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Agente de imigração mata mulher durante operação e gera revolta nos EUA

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Uma mulher de 37 anos e cidadã americana foi baleada durante uma operação do ICE, em Minneapolis, cidadões pedem que ICE deixe a cidade imediatamente  |   BNews RN - Divulgação AP Photo/Tom Baker
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 07/01/2026, às 18h35



Uma mulher de 37 anos, cidadã americana, foi morta por um agente de imigração durante uma operação em Minneapolis, gerando protestos e críticas em meio a uma ofensiva migratória do governo dos EUA.

O Departamento de Segurança Interna alegou que a mulher tentou atropelar os agentes, levando um deles a disparar em legítima defesa, enquanto testemunhas afirmam que socorristas foram impedidos de ajudar a vítima.

A secretária do DHS defendeu a ação dos agentes, chamando o incidente de 'terrorismo doméstico', enquanto o prefeito de Minneapolis pediu a retirada do ICE da cidade, resultando em manifestações contra a atuação federal.

Resumo gerado por IA

Uma mulher de 37 anos morreu após ser baleada por um agente de imigração do governo dos Estados Unidos durante uma operação federal realizada nesta quarta-feira (7), em Minneapolis, no estado de Minnesota. Segundo autoridades locais, a vítima era cidadã americana.

O caso ocorreu em meio a uma ampla ofensiva migratória conduzida pelo governo norte-americano e provocou protestos, críticas de autoridades municipais e tensão em bairros com forte presença de imigrantes.

De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) atuavam na região quando a mulher teria tentado avançar com o carro contra os oficiais. Um dos agentes disparou ao se sentir ameaçado.

Após ser atingida, a mulher perdeu o controle do veículo, que acabou colidindo contra um poste. Imagens divulgadas após a ocorrência mostram um buraco de bala no para-brisa do automóvel.

Em comunicado oficial, o DHS afirmou que “agitadores violentos usaram um veículo como arma” durante a ação e que o agente agiu em legítima defesa para proteger a própria vida, a de seus colegas e a segurança do público.

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Reações, protestos e críticas à atuação federal

A secretária do DHS, Kristi Noem, saiu em defesa dos agentes e classificou a ação da mulher como um ato de “terrorismo doméstico”. Segundo ela, ataques com veículos contra agentes federais serão tratados dessa forma pelo governo. A declaração gerou forte repercussão e aumentou a tensão em Minneapolis.

O senador estadual Omar Fateh afirmou, em uma rede social, que testemunhas relataram que agentes federais teriam impedido um médico de tentar socorrer e reanimar a mulher após os disparos. A informação levantou questionamentos sobre a condução da operação e o atendimento prestado à vítima.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou duramente a presença e a atuação dos agentes federais na cidade.

“Agentes de imigração estão causando caos em nossa cidade. Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados”, declarou. A Prefeitura orientou moradores a evitarem a área onde ocorreu a ação.

Após a morte, dezenas de manifestantes se reuniram no local para protestar contra as operações de imigração e o uso da força por agentes federais. Os atos incluíram palavras de ordem contra o ICE e pedidos pelo fim das ações na região.

O caso ocorre em um contexto de intensificação das políticas migratórias do governo Trump. Segundo autoridades, esta é ao menos a quinta morte registrada em operações desse tipo em diferentes estados desde 2024.

Minneapolis e a vizinha St. Paul estão em estado de alerta desde o anúncio de uma grande ofensiva migratória na região, que prevê a mobilização de cerca de 2.000 agentes e está ligada, em parte, a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali.

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