Polícia

Policiais são presos sob suspeita de receber R$ 1 milhão do PCC para encerrar investigação

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Dois policiais civis são acusados de corrupção ativa e passiva em um suposto acordo com o PCC para encerrar investigações  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Redes sociais
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 07/10/2026, às 20h33



Dois policiais civis foram presos preventivamente nesta quarta-feira (7), em São Paulo, sob acusação de participar de um suposto acordo de R$ 1 milhão com um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o objetivo seria interromper uma investigação que poderia levar à identificação de outros integrantes da facção.

Alan Fernandes Dias e Murilo Muniz são acusados de corrupção ativa e passiva. A investigação aponta que o acordo teria sido discutido durante uma videochamada realizada em maio de 2024, na qual também teria participado o advogado Ademilson Alves de Brito.

O advogado, apontado como intermediário da negociação, também foi preso nesta quarta-feira. Ele se apresentou em uma delegacia de Arujá, na Grande São Paulo, acompanhado do próprio defensor, após tomar conhecimento da existência de um mandado de prisão contra ele.

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Vídeo é apontado como principal elemento da acusação

De acordo com o MPSP, uma videochamada gravada em 23 de maio de 2024 registrou uma conversa sobre o pagamento de R$ 1 milhão, o encerramento do inquérito e a interrupção de novas apurações contra integrantes do PCC.

A acusação sustenta que, cerca de dois meses depois da conversa, em 23 de julho de 2024, o inquérito investigado foi encerrado sem novos indiciamentos. Posteriormente, o Ministério Público promoveu o arquivamento do procedimento sob o argumento de falta de provas.

A denúncia contra os envolvidos chegou a ser rejeitada em primeira instância. Entre os argumentos apresentados estava a ausência de perícia prévia no vídeo e uma alegação de inépcia formal da acusação.

O MPSP recorreu da decisão e conseguiu reverter o entendimento na 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O desembargador Pinheiro Franco determinou o recebimento da denúncia e o restabelecimento das prisões preventivas.

A decisão também retirou o sigilo dos nomes dos acusados. Com isso, os policiais e o advogado passaram a responder formalmente à ação penal pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.

A defesa de Alan Fernandes Dias e Murilo Muniz não havia se manifestado até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

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