Polícia

Operação que investiga venda de exames no Walfredo Gurgel mira casas de dois vereadores do RN

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A Operação Sine Mora apura a venda irregular de exames no Hospital Walfredo Gurgel, com mandados cumpridos em residências de vereadores  |   BNews RN - Divulgação BNews RN
Redação

por Redação

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Publicado em 07/10/2026, às 13h33 - Atualizado às 14h36



A Operação Sine Mora, que investiga um suposto esquema de comercialização irregular de exames de imagem no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (7).

Durante a coletiva de apresentação da investigação, a Polícia Civil confirmou que entre os endereços onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão estão as residências de dois vereadores do Rio Grande do Norte.

Os nomes dos parlamentares não foram oficialmente divulgados pelos investigadores durante a coletiva.

Entretanto, os nomes de Carol Pires, vereadora de Parnamirim, e Percivaldo Júnior, vereador de Poço Branco, passaram a circular publicamente como alvos das diligências.

Carol Pires já se manifestou sobre a operação e afirmou que pretende colaborar com a apuração.

Vereadora diz que desconhece conteúdo da investigação

Em nota divulgada após a diligência, Carol Pires afirmou ter sido surpreendida pela presença de agentes da Polícia Civil em sua residência na manhã desta quarta-feira.

A vereadora declarou que, até o momento, não teve acesso aos autos e, por isso, não conhece o conteúdo específico da investigação nem os fatos que motivaram a medida judicial contra ela.

Segundo a parlamentar, houve colaboração desde o início da ação. Ela informou que entregou voluntariamente seu aparelho celular aos investigadores, juntamente com a senha, para que o equipamento seja submetido às análises consideradas necessárias.

Carol Pires também informou que acionou sua defesa jurídica para obter acesso aos autos e compreender o teor da investigação. A vereadora afirmou ter interesse no esclarecimento dos fatos e negou ter praticado qualquer ato ilícito relacionado ao caso.

Em nota divulgada após a diligência, Carol Pires afirmou ter sido surpreendida pela presença de agentes da Polícia Civil em sua residência na manhã desta quarta-feira.
Em nota divulgada após a diligência, Carol Pires afirmou ter sido surpreendida pela presença de agentes da Polícia Civil em sua residência na manhã desta quarta-feira.

Confira nota oficial na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A vereadora Carol Pires foi surpreendida, na manhã desta quarta-feira, com uma diligência realizada em sua residência por agentes da Polícia Civil.

Até o momento, a vereadora não teve acesso aos autos e, portanto, não tem conhecimento do objeto, dos fatos ou de qualquer circunstância específica relacionada à investigação.

Desde o primeiro momento, Carol Pires tem colaborado integralmente com as autoridades e permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. Como demonstração de sua disposição em contribuir com as investigações, inclusive forneceu voluntariamente seu aparelho celular, com a respectiva senha, para que sejam realizadas as averiguações que as autoridades entenderem necessárias.

A vereadora já acionou sua defesa jurídica e está adotando as providências necessárias para ter acesso aos autos e compreender precisamente o teor da investigação. Ela ressalta que tem total interesse na apuração e no esclarecimento dos fatos e que possui plena convicção de que não praticou qualquer ato ilícito ou ilegal, seja no exercício do mandato de vereadora de Parnamirim, seja em qualquer outra circunstância relacionada aos fatos que eventualmente estejam sendo apurados.

Assim que tiver acesso a novas informações e puder compreender de forma precisa o conteúdo da investigação, a vereadora atualizará a população e os veículos de comunicação.

Outro vereador citado ainda não se manifestou

O outro nome que passou a ser associado às buscas é o do vereador Percivaldo Júnior, de Poço Branco. Até o momento, não havia manifestação pública do parlamentar sobre a operação.

Como os nomes dos vereadores não foram confirmados oficialmente pela Polícia Civil durante a apresentação da operação, a relação deles com os fatos investigados ainda deve ser esclarecida no decorrer da apuração.

A realização de busca e apreensão, por si só, não significa que os alvos sejam considerados culpados ou que tenham praticado irregularidades.

O outro nome que passou a ser associado às buscas é o do vereador Percivaldo Júnior, de Poço Branco. Até o momento, não havia manifestação pública do parlamentar sobre a operação.
O outro nome que passou a ser associado às buscas é o do vereador Percivaldo Júnior, de Poço Branco. Até o momento, não havia manifestação pública do parlamentar sobre a operação.

Operação investiga acesso irregular a exames

A Sine Mora foi deflagrada pela Polícia Civil com apoio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A investigação apura a suspeita de que servidores e terceiros teriam facilitado ou antecipado irregularmente exames realizados pelo SUS no Walfredo Gurgel.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou medidas cautelares contra sete investigados, incluindo o afastamento de cinco servidores efetivos e a proibição de acesso deles ao hospital.

A investigação começou após informações encaminhadas pela própria Sesap. Segundo a apuração, foram encontradas divergências entre os registros de entrada de pacientes e os exames efetivamente realizados, além de atendimentos que teriam ocorrido fora do fluxo regular da unidade.

Celulares e documentos foram apreendidos

Durante as diligências, os investigadores recolheram aparelhos celulares, documentos e outros materiais que poderão ser utilizados para esclarecer a dinâmica dos fatos.

Os materiais apreendidos passarão por análise. A Polícia Civil deverá verificar, entre outros pontos, como funcionava a suposta facilitação dos procedimentos, quem teria participado das ações e se houve recebimento de vantagens indevidas.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Norte (GAECO/MPRN) também participou do cumprimento das medidas.

Entenda o nome da operação

“Sine Mora” é uma expressão em latim que significa “sem demora”. A denominação faz referência à suspeita investigada de que exames teriam sido antecipados ou facilitados fora dos procedimentos normalmente estabelecidos pelo serviço público de saúde.

A investigação permanece em andamento e a análise do material apreendido deverá subsidiar as próximas etapas do procedimento policial.

Atualização - nota do vereador Percivaldo Júnior

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Na manhã desta quarta-feira, o Vereador Percivaldo foi surpreendido com o cumprimento de diligência realizada em sua residência, no âmbito da denominada Operação Sine Mora.

Até o presente momento, a defesa está adotando as providências necessárias para ter acesso integral aos autos e compreender, de maneira precisa, os fundamentos e as circunstâncias que motivaram a medida.

Desde já, contudo, o Vereador Percivaldo esclarece que não reconhece qualquer participação, vínculo ou envolvimento com o objeto da investigação, bem como afirma não ter praticado qualquer conduta ilícita relacionada às circunstâncias atualmente apuradas.

O cumprimento da diligência ocorreu com absoluto respeito às autoridades responsáveis, permanecendo a defesa técnica à disposição para prestar, pelos meios legalmente adequados, todas as informações necessárias à adequada apuração.

A defesa ressalta, ainda, que o cumprimento de uma medida investigativa não representa conclusão acerca de eventual responsabilidade, devendo ser preservados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.

Após o acesso aos autos e a compreensão integral do conteúdo da investigação, serão prestados, caso necessário, novos esclarecimentos à sociedade e aos veículos de comunicação.

Classificação Indicativa: Livre

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