Polícia
Publicado em 19/03/2026, às 11h35 Malu Machado
Uma mulher foi resgatada pela Polícia Militar em Natal após ser mantida em cárcere privado e sofrer violência doméstica, com o agressor tentando minimizar a situação ao ser abordado pelos policiais.
A vítima havia enviado pedidos de socorro escritos em papéis, que foram entregues à polícia por vizinhos, revelando a gravidade de sua situação, incluindo hematomas visíveis no rosto.
O agressor, que já possui um histórico de violência com múltiplas vítimas, foi preso após tentar fugir, e a mulher relatou ter sido mantida trancada por mais de 30 dias, evidenciando a necessidade de medidas de proteção mais eficazes para vítimas de violência.
O resgate dramático de uma mulher vítima de violência doméstica e cárcere privado foi realizado pela Polícia Militar (PM) na tarde desta quarta-feira (18), na Zona Norte de Natal.
A ocorrência foi registrada na Rua Conceição de Macabu, no bairro Potengi, por policiais da 3ª Companhia do 4º BPM, após denúncias de que a vítima era mantida em isolamento forçado.
O plano de fuga da mulher foi marcado por um detalhe: ela escreveu pedidos de socorro escondida em pequenos pedaços de papel e os lançou por cima do muro da residência. Nos bilhetes, entregues por vizinhos à PM, frases como “Por favor, chame a polícia”, “Não deixe ele me matar” e “Ele me bate muito” denunciavam a gravidade da situação.
Ao chegarem ao endereço, os policiais foram recebidos pelo suspeito, de 30 anos, que tentou minimizar o caso alegando uma "discussão de casal". No entanto, a vítima apareceu logo atrás com hematomas visíveis no rosto e gesticulou discretamente confirmando as agressões.
Diante da recusa do homem em abrir o portão, a equipe forçou a entrada, momento em que o agressor iniciou uma fuga desesperada pulando muros de casas vizinhas. Ele foi alcançado três quarteirões depois.
Leia também:
- Assustador: feminicídios crescem mais de 30% no Brasil em 2025
- RN cria lei inédita e barra condenados por feminicídio em cargos no governo; saiba irá funcionar
- "Você não está sozinha": Judô potiguar lança campanha no combate ao feminicídio
Na delegacia, a vítima relatou um cenário de horror: ela estava sendo mantida trancada na residência há mais de 30 dias, sem qualquer liberdade. Durante a autuação em flagrante por lesão corporal e sequestro, a polícia constatou que o suspeito é reincidente nato. Ele já possui ao menos quatro registros anteriores de violência doméstica, envolvendo três mulheres diferentes, o que reforça o perfil de periculosidade do agressor.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top