Esportes
Publicado em 18/03/2026, às 10h31 Malu Machado
A Federação de Judô do Estado do Rio Grande do Norte lançou a campanha 'Você não está sozinha' para combater o aumento alarmante dos feminicídios no Brasil, que atingiu 1.568 casos em 2025, o maior número desde a tipificação do crime em 2015.
O crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior destaca a gravidade da situação, com 80% das mortes sendo cometidas por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, evidenciando a necessidade de ações efetivas contra a violência de gênero.
A campanha coincide com a aprovação de novas medidas legislativas que reforçam a proteção às mulheres, além de iniciativas da Confederação Brasileira de Judô para promover a igualdade de gênero e prevenir o assédio no esporte.
Diante do avanço alarmante dos índices de feminicídio no Brasil, a Federação de Judô do Estado do Rio Grande do Norte (FJERN) transformou os tatames em um espaço de resistência. Em alusão ao mês da mulher, a entidade lançou a campanha "Você não está sozinha", iniciativa que mobiliza atletas, treinadores e árbitros em torno do combate à violência de gênero.
A ação ocorre em um momento crítico. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, o maior número desde a tipificação do crime em 2015. O aumento foi de 4,7% em relação ao ano anterior, sendo que 80% das mortes foram cometidas por parceiros ou ex-parceiros das vítimas.
A árbitra da FJERN, Karol Cavalcante, resume o espírito da mobilização:
Ser mulher é um exercício diário de coragem e autenticidade. Nossa missão hoje é transformar cada conquista em um alicerce sólido. O futuro que queremos começa agora, em cada incentivo às nossas atletas e no respeito que cultivamos dentro e fora dos tatames."
A filosofia do judô, que ensina a transformar a queda em aprendizado, atravessa as declarações da campanha. Para a sensei Joelma Cardoso, o esporte e a vida se conectam na superação: "No judô aprendemos que cair faz parte, mas se levantar é que nos deixa forte".
Já a sensei Ana Leão convoca mulheres de todas as idades à resiliência: "O judô nos ensina o uso máximo da energia para o bem. Seja na infância ou na maturidade, a essência é cair e levantar com mais sabedoria".
Para o presidente da FJERN, Herbet Maia (Shaolin), a campanha nasce de um dever social da federação:
Essa foi a forma que encontramos de alertar a sociedade contra essa violência sem sentido. O movimento foi muito bem recebido. Contamos com muitas judocas fortes, corajosas e que venceram através do esporte", destacou.
O lançamento coincide com avanços legislativos em Brasília. No último dia 10 de março, o Congresso Nacional aprovou medidas que reforçam a proteção à mulher, incluindo a exigência de audiência de retratação para que a vítima desista de processos contra agressores.
No âmbito esportivo, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) também tem implementado políticas internas de prevenção ao assédio e igualdade de gênero.
ALERTA: Se você sofre violência ou conhece alguém em situação de risco, ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). O serviço é gratuito e disponível 24 horas.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top