Polícia

Caso Orelha: Polícia pede internação de adolescente e revela plano para ocultar crime em Florianópolis

Reprodução
Polícia Civil de SC conclui inquérito sobre a morte brutal do cão Orelha, com internação de adolescente e indiciamento de adultos  |   BNews RN - Divulgação Reprodução

Publicado em 04/02/2026, às 09h33   Malu Machado



A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou o inquérito sobre a morte do cão Orelha, ocorrida em janeiro, e solicitou a internação de um adolescente, além de indiciar três adultos por coação a testemunhas.

A investigação envolveu a análise de mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de 24 testemunhas, que desmentiram a versão do suspeito sobre sua presença no local do crime.

Com o inquérito concluído, o caso será encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, que determinarão as medidas a serem tomadas, incluindo a internação do adolescente e as penas para os adultos envolvidos.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (3), o inquérito sobre a morte brutal do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava em janeiro. 

Com base na gravidade do crime, a Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) solicitou a internação de um adolescente, medida equivalente à prisão no sistema para adultos. Além dele, três adultos foram indiciados por coação a testemunhas.

As provas: imagens e geolocalização

O trabalho de investigação foi minucioso. Para identificar o responsável, a polícia analisou mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras de segurança. O uso de um software francês de geolocalização e o depoimento de 24 testemunhas foram cruciais para desmentir a versão inicial do suspeito, que alegava não ter saído de casa no momento do ataque.

As imagens confirmaram que o adolescente deixou um condomínio às 5h25 da manhã do dia 4 de janeiro, retornando cerca de meia hora depois. No intervalo, o cão Orelha foi brutalmente agredido com uma pancada contundente na cabeça, vindo a morrer em uma clínica veterinária após o resgate.

Tentativa de esconder evidências

A polícia revelou ainda que o suspeito viajou para o exterior no mesmo dia em que as investigações identificaram os primeiros indícios. Ao retornar ao Brasil, em 29 de janeiro, o adolescente foi interceptado no aeroporto. 

Na ocasião, um familiar tentou ocultar um boné rosa e um moletom que, segundo a perícia, foram as peças utilizadas no dia do crime e identificadas nas filmagens.

Desdobramentos e outras acusações

O encerramento do inquérito também trouxe desfechos para outras frentes da investigação:

  • Coação: três adultos foram indiciados por tentarem interferir nos depoimentos das testemunhas do caso Orelha.
  • Caso Caramelo: a investigação também apura uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo, que conseguiu escapar. Por esse caso, a Polícia Civil fez representação contra quatro adolescentes.

O processo agora segue para o Ministério Público e o Judiciário, que decidirão sobre a internação definitiva e as penas para os adultos envolvidos.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating