Cidades
Publicado em 01/02/2026, às 15h37 Mayane Lins
A morte do cão comunitário Orelha gerou protestos em várias cidades do Brasil, incluindo Florianópolis, onde manifestantes exigiram justiça e agilidade nas investigações sobre as agressões que levaram ao seu falecimento em janeiro.
Orelha, que era cuidado por moradores da Praia Brava, foi encontrado agonizando após ser agredido com um objeto contundente, e a Polícia Civil investiga o caso, que envolve menores de idade como suspeitos.
As manifestações, que se espalharam por diversas capitais, destacaram a necessidade de punições mais severas para maus-tratos a animais e pressionaram as autoridades a garantir a transparência nas investigações em andamento.
A morte do cão comunitário Orelha provocou uma onda de mobilizações neste domingo (1º) e levou centenas de pessoas às ruas em diferentes cidades do Brasil. Em Natal, a população foi convocada para um ato na Praça da Árvore, em Mirassol, às 15h. Os organizadores sugeriram o uso de camisas pretas em homenagem às vítimas sob o lema “Natal está junto por justiça”.
Em Florianópolis, a Beira-Mar Norte foi ocupada por manifestantes que cobraram justiça e celeridade nas investigações sobre as agressões que resultaram na morte do animal, ocorridas no início de janeiro, na região da Praia Brava.
Com faixas e cartazes, o ato reuniu protetores de animais, moradores e ativistas. Um trio elétrico acompanhou a caminhada, que também contou com a presença de cães levados pelos próprios tutores. A manifestação seguiu pela via central da cidade e foi encerrada por volta do meio-dia.
Além da capital catarinense, protestos também foram registrados em cidades como Balneário Camboriú, Blumenau e São José, ampliando a repercussão local do caso.
A mobilização ultrapassou Santa Catarina e chegou a outras capitais e cidades do país. Em São Paulo, a Avenida Paulista foi palco de uma das maiores concentrações. Centenas de pessoas se reuniram em frente ao MASP, com a participação de coletivos de proteção animal, artistas e influenciadores digitais. Megafones, performances simbólicas e a distribuição de panfletos marcaram o protesto, que reforçou pedidos de punição aos responsáveis e mais rigor na aplicação das leis contra maus-tratos.
No Rio Branco, cerca de 100 pessoas se concentraram em frente ao Palácio Rio Branco. Cartazes com frases como “Justiça por Orelha” e “Maus-tratos nunca mais” foram exibidos, além de cruzes simbólicas representando animais vítimas de violência.
No interior paulista, cidades como São José do Rio Preto e Araçatuba também registraram atos em praças e em frente a prédios públicos. Protetores de animais e ONGs locais destacaram que episódios de maus-tratos ainda são recorrentes e pediram maior fiscalização.
Em Belém, o protesto ocorreu em frente ao Mercado de São Brás. O ato reuniu dezenas de pessoas e teve como objetivo dar visibilidade nacional ao crime ocorrido em Florianópolis. Durante a mobilização, ativistas reforçaram a necessidade de punições mais severas e cobraram transparência nas investigações.
Veja imagens da manifestação:
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Orelha morreu no dia 4 de janeiro após sofrer agressões violentas. Ele era um cão comunitário cuidado por moradores da Praia Brava, área nobre e turística de Florianópolis. O animal foi encontrado agonizando e não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso. Inicialmente, quatro adolescentes eram apontados como suspeitos, mas um deles foi descartado da apuração após conclusão de que não teve envolvimento. O laudo pericial indicou que o cão foi atingido na cabeça por um objeto contundente.
Por se tratar de investigação envolvendo menores de idade, nomes, idades e demais detalhes seguem sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Atualmente, a polícia analisa cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança da região da Praia Brava. Um dos principais desafios é a ausência de registros diretos do momento das agressões. Ainda assim, imagens de outros episódios de violência ocorridos no mesmo período e local vêm sendo usadas para ajudar na reconstrução dos fatos.
As manifestações deste domingo reforçaram a pressão popular para que o caso não caia no esquecimento e para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
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