Polícia
por José Nilton Jr.
Publicado em 27/10/2026, às 14h47
O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), defendeu uma participação maior dos Poderes estaduais no enfrentamento do déficit previdenciário, estimado por ele em quase R$ 200 milhões mensais. O petista afirmou que o equilíbrio das contas públicas será uma das prioridades da gestão, que começa em janeiro de 2027.
Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal, nesta terça-feira (27), Cadu disse que a solução para o problema exige um projeto amplo, com a participação do Judiciário, do Ministério Público e do Tribunal de Contas. Entre as medidas que pretende discutir está a revisão das contribuições patronais destinadas ao Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipern), responsável pelo pagamento das aposentadorias dos servidores desses órgãos.
O governador eleito afirmou que pretende ampliar a arrecadação em ritmo superior ao crescimento das despesas, com o objetivo de melhorar a situação fiscal e recuperar a capacidade de investimento do Estado. Ele também ressaltou que não pretende responsabilizar os servidores públicos pelo desequilíbrio financeiro.
Durante a entrevista, Cadu de Lula também defendeu uma discussão sobre a remuneração de ocupantes de cargos de direção na administração estadual. Para ele, algumas funções de gestão oferecem salários baixos diante do nível de responsabilidade exigido.
Como exemplo, citou a direção do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Segundo o governador eleito, a remuneração do cargo é de R$ 5 mil. Cadu reconheceu que muitos brasileiros vivem com um salário mínimo, mas argumentou que a remuneração de funções estratégicas precisa ser discutida considerando as exigências e responsabilidades envolvidas.
Na avaliação dele, a valorização desses cargos pode ajudar a atrair profissionais qualificados para a administração pública. O petista acrescentou que o debate não deve ser interpretado como uma defesa de benefícios pessoais, mas como uma discussão sobre as condições necessárias para ocupar funções de gestão.
Questionado sobre a relação com a governadora Fátima Bezerra (PT), de quem foi secretário estadual, Cadu afirmou que pretende manter o diálogo e a relação de lealdade com a antecessora, mas garantiu que a próxima administração terá suas próprias características.
O petista declarou gratidão a Fátima, mas ressaltou que foi eleito para governar o Estado e que possui uma trajetória política diferente. Segundo ele, a intenção é imprimir mais agilidade à prestação dos serviços públicos e ampliar a atenção às demandas da população.
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