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Boom histórico movimenta o RN; veja os motivos que fizeram o agronegócio disparar

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O agronegócio do Rio Grande do Norte se destaca com infraestrutura hídrica e logística, prevendo exportações robustas até 2025  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 09/12/2025, às 13h11



O agronegócio do Rio Grande do Norte vive um avanço inédito, impulsionado por infraestrutura hídrica estável e logística competitiva. A projeção para 2025 indica que o setor deve ultrapassar US$ 350 milhões em exportações, marca que coloca o Estado entre os principais polos frutícolas do Brasil.

Há oito anos, as vendas internacionais crescem acima de dois dígitos, consolidando um ciclo que, segundo o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, é um dos mais robustos da história recente.

Esse crescimento é liderado pelos chamados 4Ms, melão, melancia, mamão e manga, que juntos devem ocupar entre 50 mil e 60 mil hectares de área plantada. Dentro desse grupo, o mamão tem ganhado protagonismo, colocando o RN em disputa direta com o Espírito Santo como um dos principais exportadores do País.

Além do quarteto que sustenta o avanço do setor, a lista de produtos enviados ao mercado internacional inclui mel, pescados, cana-de-açúcar e castanha. A retomada das exportações de banana, interrompida há mais de dez anos, também deve se concretizar, com a volta de uma multinacional que projeta 800 novos hectares plantados.

Economia aquecida

No mercado interno, o avanço do agro injeta força adicional na economia. Somando as frutas tradicionais ao desempenho dos 4Ms, o RN deve movimentar até R$ 1,2 bilhão ao abastecer redes varejistas e o setor de hotelaria no Brasil.

Segundo Saldanha, o melão servido no café da manhã da maior parte dos hotéis brasileiros é produzido em território potiguar.

O impacto financeiro é ampliado pelos resultados das exportações, que devem injetar pelo menos R$ 1,5 bilhão na economia potiguar ao longo do ano. A modernização tecnológica acompanha esse movimento, com aquisição de sistemas de irrigação avançados e maquinário de alto desempenho.

O secretário destaca que, apesar da importância econômica, o maior ganho está no emprego gerado no semiárido, com vagas formais e estabilidade trabalhista. Somente nesta temporada, o setor agropecuário acumula mais de 2,5 mil novos postos, dentro de um universo que soma cerca de 200 mil empregos diretos.

Guilherme Saldanha secretário de Agricultura RN (42)Secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do RN, Guilherme Saldanha – Foto: José Aldenir/Agora RN

Água como motor da expansão

A segurança hídrica se tornou decisiva para o salto produtivo. A chegada das águas do São Francisco ao Vale do Açu, combinada com a Barragem de Oiticica recém-inaugurada, estabeleceu um cenário estável para irrigação no semiárido.

A expectativa é de que, até meados de 2026, esse abastecimento alcance o Chapadão do Apodi, uma das regiões mais promissoras para exportação de frutas.

A logística reforça essa vantagem, já que a distância entre o Vale do Açu e o Porto de Natal não chega a 200 quilômetros. Em comparação, frutas produzidas no Vale do São Francisco percorrem quase 1.000 quilômetros até chegar aos portos da região. Segundo Saldanha, o transporte de um contêiner pode custar até cinco vezes menos no RN.

Essa combinação de água garantida e proximidade logística despertou o interesse de grandes investidores internacionais. O Estado já abriga seis empresas espanholas de fruticultura.

A Espanha, maior exportadora de frutas do mundo, enfrenta dificuldades climáticas e busca novos territórios produtivos. O secretário avalia que a escolha pelo RN demonstra relevância estratégica.

Investimento estrangeiro e futuro do RN no agro

O ambiente favorável atrai capital em tecnologia, equipamentos e ampliação de áreas produtivas. Saldanha reforça que a orientação da governadora Fátima Bezerra é fortalecer a atividade de forma sustentável, ampliando o impacto social nas regiões do semiárido.

Com a soma dos fatores competitivos, o RN se posiciona para consolidar, nos próximos anos, um dos polos agrícolas mais dinâmicos do País. A combinação de segurança hídrica, logística eficiente, fruticultura de alto rendimento e capital estrangeiro inaugura um novo patamar para o Estado no cenário mundial.

Classificação Indicativa: Livre

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