Agrotóxicos fazem mal? Confira 6 mitos sobre o uso das substâncias
O uso de agrotóxicos traz muitos debates, mas poder saber os dados corretos e desvendar os mitos e verdades pode ajudar a dar um direcionamento. | Reprodução/Freepik
Publicado em 11/11/2025, às 11h01 Bruna Souza
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O uso de defensivos agrícolas no Brasil é um tema cercado por debates que envolvem segurança alimentar, impactos ambientais e saúde pública. Especialistas e dados oficiais das agências reguladoras (Mapa, Anvisa, Ibama) trazem evidências que podem mudar as percepções.
A verdade por trás da polêmica
A discussão sobre defensivos frequentemente gera interpretações equivocadas; os dados mostram que a segurança é definida por regulamentação constante, monitoramento rigoroso e adoção de novas tecnologias, como explica o portal Click Petróleo Gás.
Risco à saúde: Dados do DataSUS (2015-2024) mostram que apenas 3% das intoxicações registradas envolvem defensivos agrícolas, sendo a maioria acidental ou por suicídio. Medicamentos representam 52,8% dos casos.
O Brasil é o maior usuário mundial: a leitura pelo volume total é equivocada. Na métrica correta de uso por hectare, dados da FAO posicionam o Brasil na 27ª posição mundial.
Produtos proibidos na Europa: o Brasil adota critérios de avaliação específicos (Mapa, Anvisa, Ibama) que consideram o clima tropical e as necessidades agronômicas locais, não sendo uma simples cópia da regulamentação europeia.
Superioridade nutricional do orgânico: revisões científicas do American Journal of Clinical Nutrition indicam equivalência em vitaminas e minerais entre sistemas orgânicos e convencionais.
Risco ao consumidor: o relatório PARA da Anvisa (2013-2023) aponta um nível elevado de segurança, indicando que 99,3% das amostras em 2023 não apresentaram risco agudo. Nenhum ingrediente ativo ultrapassou a Ingestão Diária Aceitável (IDA).
Relação de câncer com os defensivos: a Anvisa mantém vigilância sanitária contínua e já proibiu substâncias antigas. A relação de compostos como o glifosato, classificado como "provavelmente carcinogênico" (IARC, 2015), exige interpretação técnica e não define causalidade direta.
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