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Violência contra mulheres cresce criticamente em dias de jogos de futebol; saiba mais

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Dados alarmantes revelam que agressões aumentam em dias de jogos, com 3,7 milhões de brasileiras afetadas por violência doméstica  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 13/03/2026, às 13h39



A violência contra a mulher no Brasil apresenta um crescimento expressivo em dias de jogos de futebol masculino. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, nessas datas, as agressões registradas nas grandes capitais do país aumentam mais de 23%, revelando um cenário preocupante que associa momentos de grande mobilização esportiva a episódios de violência doméstica.

O fenômeno ocorre em meio a uma realidade já alarmante. Levantamento do Instituto de Pesquisa DataSenado mostra que cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025. Entre essas vítimas, 21% afirmam conviver com as agressões há mais de um ano, o que indica a permanência prolongada em ciclos de violência.

Diante desse cenário, o Centro Universitário Estácio lançou a campanha “Não fique calado!”, iniciativa que busca ampliar a informação e incentivar denúncias de casos de violência doméstica. A ação foi apresentada durante a partida entre Vasco e Palmeiras, realizada na quarta-feira (12), e integra um conjunto de estratégias voltadas à conscientização social.

Campanha 

A campanha foi desenvolvida em parceria com a agência Artplan e o Instituto Yduqs, organização social ligada ao grupo educacional Yduqs. A proposta é ampliar o debate público sobre a violência de gênero e estimular o engajamento de toda a sociedade na identificação e no enfrentamento dessas situações.

Como parte da iniciativa, foi criado um site que reúne materiais informativos e ferramentas de apoio às vítimas. A plataforma disponibiliza cartilhas digitais com orientações sobre tipos de violência, sinais de alerta e caminhos para denúncia, além de conteúdos direcionados ao público masculino.

A cartilha destinada aos homens aborda o papel deles no combate à violência de gênero, incentivando atitudes de apoio às mulheres e a responsabilização social diante de comportamentos abusivos. As informações completas podem ser acessadas no portal oficial da campanha.

Educação como ferramenta de prevenção

Segundo Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do grupo educacional Yduqs, a iniciativa parte da convicção de que a educação desempenha papel central no combate à violência.

De acordo com ela, ações educativas são fundamentais para fortalecer o empoderamento feminino e ampliar a presença das mulheres em diferentes espaços sociais e profissionais. A dirigente afirma que iniciativas como essa buscam promover conscientização ao longo de todo o ano, não apenas durante o Mês Internacional das Mulheres.

A campanha também pretende aproveitar a visibilidade do futebol para provocar reflexão social. Em meio às emoções que cercam a paixão nacional, a mensagem central da ação reforça que o respeito deve permanecer como valor fundamental dentro e fora dos estádios.

Cláudia Romano - Reprodução/Assessoria

Atendimento gratuito

Na capital potiguar, o Centro Universitário Estácio Natal reforça a campanha nacional com serviços gratuitos voltados a mulheres em situação de violência. A instituição oferece orientação jurídica e apoio psicológico por meio do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) e do Serviço-Escola de Psicologia.

Os atendimentos são realizados por estudantes supervisionados por professores e profissionais especializados, garantindo acompanhamento qualificado. O serviço funciona na unidade localizada na Avenida Almirante Alexandrino de Alencar, no bairro do Alecrim, em Natal.

Para Gabriella Saldanha, pós-reitora do Centro Universitário Estácio Natal, ampliar o acesso à informação e ao acolhimento é essencial para que mulheres consigam romper o ciclo da violência. Ela destaca que os serviços acadêmicos buscam oferecer suporte seguro para vítimas que desejam denunciar agressões e reconstruir suas trajetórias.

Classificação Indicativa: Livre

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